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Segunda, 27 Abril 2009 14:53

Lei da Pureza comemora seus 493 anos


Amigo cervejeiro,

Em comemoração ao mês em que se comemora os 493 anos da Lei da Pureza, a Reinheitsgebot, apresentamos abaixo uma breve explicação sobre o seu contexto e a sua tradução para a lingua portuguesa, para fins de conhecimento e informação.

Desejamos a todos uma boa leitura.

Henrique Oliveira


A Reinheitsgebot (Lei da pureza da cerveja) foi uma lei outorgada pelo Duque Guilherme IV da Baviera em 23 de Abril de 1516. A Lei da Pureza da Cerveja instituiu que a cerveja deveria ser fabricada apenas com os seguintes ingredientes: água, malte de cevada (ou trigo) e lúpulo (a levedura de cevada não era conhecida à época).

Ele constitui um dos mais antigos decretos alimentares da Europa.

A Lei em Português:

"Proclamamos com este decreto, por Autoridade de nossa Província, que no Ducado da Baviera, bem como no país, nas cidades e nos mercados, as seguintes regras se aplicam à venda da cerveja:

De Michaelmas a Georgi, o preço para um Litro ou um Copo, não pode exceder o valor de Munique do pfennig.

De Georgi a Michaelmas, o Litro não será vendido por mais de dois pfennig do mesmo valor, e o Copo não mais de três Heller (Heller geralmente é meio pfennig).

Se isto não for cumprido, a punição indicada abaixo será administrada.

Se todo cervejeiro tiver outra cerveja, que não a cerveja do verão, não deve vendê-la por mais de um pfennig por Litro.

Além disso, nós desejamos enfatizar que no futuro em todas as cidades, nos mercados e no país, os únicos ingredientes usados para fabricação da cerveja devem ser cevada, malte e água.

Qualquer um que negligenciar, desrespeitar ou transgredir estas determinações, será punido pelas autoridades da corte que confiscarão tais barris de cerveja, sem falha.

Se, entretanto, um comerciante no país, na cidade ou nos mercados comprar dois ou três barris da cerveja (que contém 60 litros) para revendê-los ao vendedor comum, apenas para este será permitido acrescentar mais um Heller por Copo, do que o mencionado acima. Além disso, deverá acrecentar um imposto e aumentos subseqüentes ao preço da cevada (considerando também que os tempos da colheita diferem, devido à localização das plantações).

NÓS, o Ducado da Baviera, teremos o direito de fazer apreensões para o bem de todos os interessados."

Amigos Cervejeiros,

A AcervA Mineira efetuou leitura minuciosa do Decreto Lei 6707 de 28 de dezembro de 2008, que trata da tabela TIPI ou Tabela de Incidência do IPI, ao qual o governo federal compactua as alíquotas de IPI, PIS e COFINS sobre as cervejas com e sem álcool acondicionadas por meio das diversas embalagens existentes do mercado, desde a long neck até o barril de chope.

O mais grave e que merece menção refere-se ao “preço referência” que o governo estipula o preço da cervejas, com base em “pesquisa” realizada por entidade especialista no segmento (eles usam o termo “notório conhecimento”) ou por “pesquisa” realizada pelo próprio governo (a quem ele se intitula de “administrações tributárias”).

Só para se ter idéia o preço do litro do chope como base de cálculo para pagamento de imposto (isto em 2008) era da ordem de R$ 7,79 por litro. Entretanto nós sabemos que muito das micro cervejarias de Minas não praticam esse preço mesmo nos dias de hoje.

Desta forma é mais que mais que entendível o sofrimento do Marco e do Miguel e demais amigos micro cervejeiros. Mais um motivo para incentivarmos o consumo de cervejas especiais, para mantê-los pelo menos vivos e mostrar para o Governo que produto bom tem que ser acessível e não ao contrário. O imposto com base no preço do produto final é totalmente inaceitável, uma vez que quem faz os produtos mais nobres são os pequenos produtores.

Encaminhamos a referida lei para conhecimento de todos e aprofundamento. Ela estará anexada em nossa base de arquivos, localizada no mailing da Associação, disponível para os todos os associados. Aos não associados acesse o site da Fazenda.

Aos micro cervejeiros de Minas conte com o apoio da AcervA Mineira em torno da reformulação estratégica tributária que deve ser feita em nós mesmos! Por que esperar do Governo será algo muito difícil.

Vamos em frente! Boa leitura a todos.
Segunda, 04 Maio 2009 13:23

Krug Bier, em breve, de cara nova


Parceira incontestável em diversos eventos e momentos da AcervA Mineira, a Micro Cervejaria Krug Bier, localizada no Bairro Jardim Canadá região metropolitana da Capital Mineira, lançou em seu site duas novas notícias que merecem menção e atenção: Em breve a Krug estará de “cara nova” com novo restaurante e cervejaria ao qual os seus clientes, do mais simples paladar ao mais exigido, terão a oportunidade de tomar aquele chope característico da Krug, sem perder a tradicional qualidade contida em suas preciosas cervejas.

Adicionalmente, a Krug Bier mudou seu telefone de contato para o delivery de seus produtos: basta discar o telefone 31 3507-0777 que as asssitentes Franciane, Eline e Jane estão dispostas em atender os chamados. Importante ressaltar, é que o Krug ainda possui um sistema de assistência técnica em caso de pane em chopeiras e conexões para não deixar os eventos em situações adversas. O telefone de contato da assitência técnica é 31 9951-6732.

Em tempo: A Krug Bier do Belvedere ainda está em funcionamento!
Aproveite a oportunidade em prestigiar com os amigos saboreando os chopes Cristal, Krug, Âmbar (este com notas de cappucino), o Weiss, o Export e o mais novo do mix, o Golden Ale (este, simplesmente, imperdível).

A Krug Bier do Belvedere fica na Avenida Paulo Camilo Penna, 736. Telefone 31 3296-0061.
Segunda, 04 Maio 2009 13:54

Acerva Paraná / Klein Bier

Trata-se da cervejaria Klein Bier recepcionando o pessoal da AcervA Paranaense. Estava lá o nosso Conselheiro Evandro Zanini que os prestigiou com muita atenção.

Clique para ampliar
Segunda, 04 Maio 2009 14:07

O estilo AmBev nos EUA

Matéria do Wall Street Journal (publicado pelo Valor) sobre o terremoto que o estilo AmBev provocou na tradicionalíssima Anheuser-Busch Cos. (íntegra no clipping diário)

Em seis meses, a InBev transformou a empresa familiar gigante e pouco preocupada com gastos numa firma determinada a cortar custos e ampliar as margens de lucro, e que agora está revendo sua maneira de vender cerveja.

Os novos donos cortaram empregos, reformaram o sistema de remuneração e eliminaram benefícios que haviam transformado os funcionários da Anheuser-Busch em objeto da inveja de outros na cidade e em outras fabricantes de cerveja.

Os executivos acostumados a voar em primeira classe ou em jatos particulares agora viajam em classe econômica. Regalias como ingressos para eventos esportivos de repente tornaram-se escassos. Os funcionários agora são instruídos a usar os dois lados das folhas de papel na impressora.

Os fornecedores não ficaram de fora. A empresa resultante da fusão, Anheuser-Busch InBev NV, informou aos fornecedores de cevada, às agências de publicidade e a outros que quer um prazo de 120 dias para pagar as contas. A cervejaria, empresa com uma rica história de anúncios de cerveja memoráveis, eliminou alguns acordos de publicidade esportiva que eram o centro do marketing da antiga Anheuser-Busch.

Para os empregados, as mudanças não têm sido fáceis de engolir. Alguns se vêem com mais carga de trabalho por causa das demissões, estão ansiosos quando à segurança no emprego ou frustrados com a ênfase diária em corte de custos, dizem pessoas próximas à empresa. Ex-executivos dizem que os funcionários sentem-se menos reconhecidos numa política de poucas regalias.

A resposta da InBev: é mais eficaz fazer “mudanças dramáticas radicais” do que graduais, disse uma porta-voz da empresa, que tem uma história de muitas fusões e aquisições. Perguntado se o moral da equipe havia sido afetado, Dave Peacock, executivo que, depois de 40 anos de Anheuser-Busch agora dirige a divisão dos Estados Unidos, disse: “Acho que há, provavelmente, um pouco de verdade nisso (…) Algumas pessoas reagem muito bem, outras têm dificuldade.” Voltando ao mesmo assunto mais tarde, numa entrevista para o Wall Street Journal, ele disse que a nova empresa recém-saída da fusão “é como uma empresa iniciante (…) Anima algumas pessoas e desanima outras”.

Prezados Associados e Internautas;

A Furst Beer, do nosso cervejeiro caseiro associado Paulo Marcos Furst Leite está executando uma pequena pesquisa de mercado. Essa pesquisa é bem simples e objetiva e possui uma dinâmica que busca salientar a cultura atual de nós consumidores. Pedimos que respondessem às perguntas (que são poucas) para que o Paulo possa formar uma boa massa crítica neste trabalho.

Um grande abraço e conto com o apoio de todos!

Henrique Oliveira.

Nome:
Idade:
Profissão:
Sexo:
Estado Civil:

1.Quantas vezes por semana você bebe cerveja?

2.Você reconhece os diferentes paladares de cervejas decorrentes de seus processos de fabricação?

3.Você tem interesse em conhecer cervejas tipo artesanal?

4.Quais tipos de cerveja te agradam? (Weiss, Dunkel, Bock, Pilsen, Lager, etc)

5.Onde costuma procurar esses produtos para comprar?

6.Qual julga ser o preço adequado para uma cerveja especial?

7.Quanto não pagaria por uma cerveja por julgar estar muito cara?

8.Gostaria de ter a chance de encomendar a fabricação de suas cervejas?

Enviar respostas para:
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Muito obrigado

Panorama da Itaú Corretora

Juliana Rozenbaum, CFA & Francine Martins, CNPI

A AmBev reportou resultados do 1T09 que vieram estritamente em linha com nossas estimativas, com performance sólida, ainda que esperada, na maior parte dos mercados.

O principal destaque do trimestre foi o forte crescimento de 17,0% nas receitas consolidadas, impulsionado por volumes muito fortes das cervejas brasileiras (+5,7% sobre o ano anterior, contra nossa estimativa de +3,0%) e dos refrigerantes (+12,0% sobre o ano anterior, contra nossa estimativa de +5,4%), e um aumento reportado de 12,4% nas receitas por hectolitro, em função de uma elevação nos preços e ganhos na conversão de moeda na Quinsa e Labatt (crescimento da receita/hl de 5,4% sobre o ano
anterior, organicamente).

O forte crescimento das receitas, juntamente com os benefícios do hedge, que permitiram um CPV por hl 9,1% maior (somente 1,5% maior organicamente), aumentaram as margens brutas, que se ampliaram 100 bps sobre o ano anterior, para 66,5%. A usual disciplina nas SG&A – Despesas Gerais e Administrativas (percebida especialmente na Cerveja Brazil, Quinsa e Canadá) permitiu um EBITDA normalizado de R$2.583 milhões no trimestre, 4% acima de nossa expectativa e 22,6% maior em comparação com o ano passado, e uma margem de 45,7%, 210 bps mais elevada anualmente e 130 bps acima de nossa estimativa. O lucro líquido (sob os padrões contábeis IFRS, do mesmo modo que as nossas estimativas), normalizado para a receita não recorrente de R$217,4 milhões da venda dos direitos de distribuição da Labatt nos Estados Unidos, atingiu os R$1.395 milhões, 14% maior anualmente e apenas 0,7% acima de nossas projeções.

Em resumo, ainda que esperados, estes são resultados fortes e em linha, que nos deixam espaço para aumentar nossas estimativas em cerca de 8%-10%; entretanto, ainda que significativos, estes números não devem ser suficientes para alterar nossa recomendação de sector-perform (desempenho em linha com a média do setor).

Principais Destaques

Cerveja Brasil – Destaque nos fortes volumes e controle das SG&A

Os volumes cresceram fortemente em 5,7% sobre o ano anterior (7,6% organicamente, excluindo a Cintra) em virtude do clima quente e da renda favorável(o salário mínimo foi elevado em 12%, e a inflação sobre os alimentos arrefeceu) e do calendário do Carnaval.

As margens brutas se expandiram em 270 bps, para 72,5%, devido a uma combinação de receitas/hl aumentando 3,7% e o CPV/hl se reduzindo em 5,5%(hedge do câmbio e comparações mais fáceis) em relação ao 1T08.

O controle das SG&A ocorreu de maneira muito melhor do que a esperada, devido a uma alavancagem na escala de volume, que puxou a margem EBITDA em 370 bps, para 52,2% (contra nossa estimativa de 50,0%).

Fonte: Notícias Diárias de 8 de março de 2009, Itaú Securities.

Henrique Oliveira.
Pequena instrução. Fonte: e-Zeitung da Eisenbahn

Você certamente já percebeu que existem cervejas mais e menos amargas. O que você talvez ainda não saiba é que já existe uma forma de medir essa variação. A International Bittering Unit, mais conhecida como IBU, é uma unidade usada na indústria cervejaria para determinar o nível de amargor das cervejas.

Quanto maior esse índice, mais amarga será a bebida. O índice é determinado pela quantidade de ácidos alfa presentes na cerveja, pois eles são os componentes do lúpulo responsáveis pelo amargor. Um IBU equivale a 1mg de ácido alfa por litro de cerveja.

Para você ter uma ideia, os IBUs médios para os estilos tradicionais de cerveja são:

Pilsen Leve(Brasil): 10
India Pale Ale: 45
Lambic: 15
Porter: 30
Stout: 35
Weissbier: 15
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