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Quinta, 28 Maio 2009 07:50

É Devagar, Devagarinho


Revista Ele Ela de maio/2009

Voz de microcervejeiros que levantam a bandeira da tradição milenar de produção da bebida, o movimento Slow Beer foi criado para valorizar a cerveja artesanal.

Por César Lopes

Deixe para lá todas as suas preocupações, esqueça o chefe, as dívidas, o trânsito, vá ao seu bar preferido e peça aquela cerveja. Isso mesmo! Uma cerva beeem geladinha, daquelas que a garrafa fica parecendo que está suada, quase ao ponto de congelar, trincando. E aceite um conselho: aprecie com moderação e beba muito, mas muito devagar, curtindo a bebida. É isso o que propõe o Slow Beer, movimento criado para a valorização da cerveja artesanal.

A idéia nasceu na década de 1970, juntamente com o Slow Food, que propõe uma retomada às tradições culinárias regionais, como um contraponto ao Fast Food. Aí, foi só adaptar o conceito à loura mais famosa do mundo. Começou na Alemanha como The Craft Beer Renaissance (algo como Renascimento da Cerveja Artesanal), se espalhou pela Europa e, posteriormente, chegou aos Estados Unidos como The Microbrewery Revolution (revolução da microcervejaria). O movimento pretende ser a voz de microscervejeiros que levantam a bandeira da tradição milenar de produção de cerveja. A principal ação desses verdadeiros guerreiros da cruz de malte é o festival anual Slow Bier, em Oberfranken, na Alemanha, que é uma região da Baviera onde se encontra a maior concentração de cervejarias do mundo. São mais de 200 pequenas cervejarias responsáveis pela produção de variados tipos de cervejas.

No Brasil, o Slow Beer começou a dar seus primeiros passos em 2008, em Belo Horizonte. E como em sua versão gringa, nasceu atrelado ao Slow Food e, de forma tímida, organizou dois eventos intitulados BH Home Bier. O movimento cervejeiro nacional é capitaneado pela ONG ICON (Instituto de Convivialidade e Cultura Alimentar). “Valorizamos o consumo responsável e prazeroso. Daí a expressão slow, ligada a todo esse contexto. Hoje é muito comum a formação de grupos que valorizam a área gastronômica com ênfase na convivialidade e na qualidade de vida”, explica Marco Falcone, 45 anos, vice-presidente do ICON. “O conceito se aprofundou formando uma consciência de valorização das práticas de preservação e proteção dos alimentos, não só de seu plantio, manejo, origem, como também de uma forma eficaz de proteção econômica e financeira da viabilidade da manutenção destas práticas. O Slow Beer pretende agir da mesma forma”, completa ele.

Já são mais de 110 micro cervejarias espalhadas pelo Brasil, e Falcone diz que “se contabilizarmos os home brewers [pessoas que fazem cerveja em casa] esse número se multiplica”. O principal estado produtor de cervejas artesanais é o Rio Grande do Sul, seguido de perto por Santa Catarina. Minas Gerais aparece em terceiro, São Paulo em quarto, com o Rio de Janeiro logo em seguida.

Hoje já são encontradas com facilidade várias marcas de cervejas nacionais e importadas de ótima qualidade e totalmente artesanais. “A diferença da artesanal para as industriais está basicamente na escolha das substâncias. Na formulação usamos os quatros ingredientes – malte, lúpulo, levedo e água – conforme indicação de pureza adotada pelos cervejeiros alemães, além de não utilizarmos conservantes, estabilizadores e antioxidantes. Por isso o sabor diferenciado, mais encorpado e cremoso”, conta Marco. Agora diga: deu ou não deu uma vontade incontrolável de tomar uma gelada?


O mundo está mesmo globalizado: Uma cerveja brasileira, feita como as européias e premiada na Austrália.

A Eisenbahn acaba de conquistar oito medalhas no Austrialian International Beer Awards 2009, a segunda competição cervejeira mais importante no mundo. Concorrendo com outra 1.140 bebidas de 39 países diferentes as cervejas foram julgadas pelos quesitos aparência, aroma, fidelidade ao estilo, qualidade técnica, sabor e corpo, e ocuparam posições de destaque em diversas categorias. Na categoria Dark Lager a Eisenbahn Dunkel levou ouro. A cervejas Weizenbock levou prata e Rauchbier levou bronze.

Ao time da Eisenbahn, parabéns para mais esta nova conquista! Para mais detalhes visite http://www.beerawards.com/results.asp.


Programação

8:15h Abertura - Associação COBRACEM

8:30h "A Cerveja em Minha Mente" Randy Mosher Escritor & Designer Gráfico, EUA

9:00h “Desenvolvimento de Competência Sensocial Através de Padrões para Degustadores Profissionais de Cerveja” Javier Gomez-Lopez Consultor em Gestão Sensorial,FlavorActiV, Inglaterra

10:30h BEER BREAK

11:00h "Avanços na Pesquisa e Desenvolvimento de Lúpulos" Harald Schwarz Vice-Presidente de Desenvolvimento de Negócio, HopSteiner, EUA

12:00h "A Verdade em Marketing" Randy Mosher Escritor & Designer Gráfico, EUA

13:00h ENCERRAMENTO – Associação COBRACEM

Veja a programação completa de palestras e como se inscrever (.PDF)


Tamo na estrada!

Randy Mosher, designer de rótulos e escritor norte-americano, executou neste Brasil Brau 2009 duas belíssimas apresentações técnicas voltadas ao análise sensorial de cervejas e ao marketing. Aas suas palestras " A cerveja em minha mente" e "A verdade em marketing" mostraram detalhadamente atributos indispensáveis ao novo produto cerveja.

Randy cita em poucas palavras que devemos parar de beber cerveja e passar a degustá-la como é feito no café e nos vinhos. A segunda palestra ele deixou claro que um rótulo de cerveja deve ser a cara do dono da cervejaria, como ele gostaria que sua cerveja fosse interpretada e retransmitida aos amigos consumidores. "Antes de vender cerveja pense em fabricá-la com carinho, com identidade", enfatiza.

Randy é autor dos livros "The Brewers Companion" "Radical Brewing" e o mais recente livro "Tasting Beer".
Tirei um tempinho meu para traduzir um artigo do Palmer(PDF) que achei interessante...
P.S. se achar algum erro de concordância... deêm o devido desconto. ;- )

Tirem um tempinho seu para ler! Danilo Mendes
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