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Sexta, 15 Janeiro 2010 21:52

Technobar 2010

A Technobar 2010 terá o espaço Technobier para as cervejas especias e artesanais. Vejam o folder a seguir. O evento contará com o apoio da AcervA Mineira e Sindbebidas. Preparem-se para novidades!
Segunda, 18 Janeiro 2010 13:55

Cerveja Estrella Damm Daura


Celíacos de Plantão! É tempo de tomar uma boa cerveja! E no verão!


A Brazilways trás da coletânia Cervejaria Estrella Damm, a Estrela Damm Daura uma bebida com menos de 6 partes por millão em glúten, um nível seguro para os detentores da doença celíaca. Trata-se de uma abertura para aqueles que possuem limitações na degustação de produtos a base de glúten. Importante ressaltar é que mesmo com esta novidade, os adeptos devem consultar o médico antecipadamente no intuito de evitar possíveis transtornos.

Conheça um pouco mais sobre a doença celíaca

Ainda pouco conhecida, seus sintomas podem se confundir com outros distúrbios. Trata-se da Doença Celíaca, ou seja : A Intolerância permanente ao glúten. A Doença Celíaca geralmente se manifesta na infância, entre o primeiro e terceiro ano de vida, podendo entretanto, surgir em qualquer idade, inclusive na adulta. O tratamento da doença consiste em uma dieta totalmente isenta de glúten. Os portadores da doença não podem ingerir alimentos como: pães, bolos, bolachas, macarrão, coxinhas, quibes, pizzas, cervejas, whisky, vodka,etc, quando estes alimentos possuírem o glúten em sua composição ou processo de fabricação. Devido a exclusão total de alguns alimentos ricos em carbohidratos e fibras, a dieta do Celíaco habitualmente é composta em sua maior parte de gorduras (margarina, manteigas, óleos, etc) e proteínas (carne em geral) e em menor parte de carbohidratos (massas sem glúten, açúcares, etc). Todo Celíaco que não transgride a doença, tende a ter um aumento do peso corporal, e desta forma deve ter uma dieta equilibrada. Para tanto, deve diminuir a ingestão de proteínas, moderar o consumo de gorduras e aumentar o consumo de frutas, sucos naturais, verduras e legumes, tornando sua alimentação mais adequada e saudável.

Mais informações: http://www.brazilways.com.br/
O ESTADO DE SÃO PAULO - 19/01/2010

Com 1% do mercado, produtores artesanais fazem alianças para enfrentar os líderes


Débora Thomé, de O Estado de S. Paulo

RIO - Se em uma situação normal já é difícil para uma pequena empresa sobreviver, o que dizer quando essa empresa está em um setor em que quatro concorrentes detêm 99% do mercado? Esse é o cenário em que atuam as pequenas produtoras de cerveja. No Brasil, a AmBev, segundo a Nielsen, tem 70% do mercado; Schincariol, 11,6%; Petrópolis, 9,6%; e a Femsa - recentemente comprada pela Heineken -, 7,2%. A estimativa é de que, agora, a Heineken passe a ocupar 8% do mercado.

Contudo, mesmo diante desse quadro, as microcervejarias não desistem - e vêm se profissionalizando. Hoje a estimativa é de que existam cerca de 100 pequenos produtores da bebida, a maioria deles no Sul; mas também em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Uma das fábricas a integrar este 1% do mercado de cervejas "artesanais" é a Colorado, de Ribeirão Preto (SP). Funcionando há 15 anos, fabrica, por mês, em torno de 50 mil litros, e é vendida nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. A produção é irrisória perto dos 583 litros milhões mensais da AmBev, mas tem seu público fiel.

"Meus concorrentes não são as grandes companhias. Competimos com a ignorância de muitas pessoas sobre a cerveja. De um modo geral, bebem de uma maneira automática. Não sou contra esse tipo de consumo, mas nem sempre a melhor cerveja é a mais gelada do bar", diz Marcelo Carneiro da Rocha, dono da Colorado.

O faturamento da cervejaria chega a pouco mais de R$ 2 milhões por ano; em 2009, cresceu 25%. Assim como as marcas de outras pequenas produtoras, o preço de uma garrafa começa em R$ 10 e pode chegar a R$ 80, como é o caso da Monasterium, produzida pela mineira Falke Bier. O número de empregados, em geral, é inferior a 40.

Marco Falcone, um dos donos da Falke Bier, conta que o movimento das pequenas produtoras é recente também na Alemanha, onde ressurgiu no fim da década de 70. Segundo ele, nos Estados Unidos, elas já têm hoje 5% do mercado. No Brasil, ganharam força a partir de 2000. Falcone saiu do trabalho e, junto com dois irmãos, passou a se dedicar à fabricação artesanal de cerveja, no sítio da família.

"Nosso segmento é diferente do das grandes marcas, que fazem cervejas padronizadas. Algumas dessas empresas usam itens como arroz ou milho, produtos que vão além do malte, lúpulo, água e fermento, na hora de fabricar a bebida", diz.

Falcone reconhece que o alcance do seu produto é limitado pelo próprio modelo de fabricação, que exige mais trabalhadores por litro e maior tempo de fermentação. Atualmente, ele vende 20 mil litros por mês.

A "reação desproporcional" da concorrência e o excesso de burocracia são apontados como as principais dificuldades. "Quando nossas vendas começam a crescer, as grandes cervejarias logo agem para tentar tirar a marca do bar", reclama Falcone. Marcelo também diz que não consegue vender seu produto em bares que tenham uma grande marca nacional.

Como esse mercado é feroz, aos pequenos concorrentes resta a ajuda mútua. As cervejas produzidas pela Falke Bier já estão em cidades como Porto Alegre, Curitiba, Rio e Brasília. Mas, no Estado de São Paulo, quem faz a distribuição é a Colorado. "Diferente das grandes marcas, nós, os pequenos, nos entendemos muito bem", brinca Marcelo Carneiro da Rocha.

A Bamberg, de Votorantim (SP), é outra microcervejaria que cresce no interior do Estado. Ela produz entre 20 mil e 50 mil litros por mês de 11 tipos de cerveja, seguindo o estilo alemão. Para crescer, tem contado com o boca a boca: "Nunca imaginei que isso pudesse acontecer em uma cidade como São Paulo, mas vem funcionando muito bem", conta o dono da cervejaria, Alexandre Bamberg.

Por ora, nenhum desses três empresários diz que pretende se desfazer do negócio. Mas é um caminho seguido por muitos. Há dois anos, a Schincariol, comprou a Nobel, de Pernambuco, a Baden Baden, de Campos do Jordão (SP), e a Devassa, do Rio de Janeiro.
O casamento dos melhores pratos de São Paulo com a cerveja India Pale Ale Estrada Real já tem data marcada. A união desses sabores será celebrada no dia 25 de novembro no Prêmio Paladar 2009. Bebida oficial do evento promovido pelo jornal O Estado de São Paulo, ela será a única cerveja no jantar de divulgação dos produtos, chefs e empresários do ano, selecionados por um júri formado por 12 gourmets profissionais. Perto de lançar uma nova linha de cervejas, a Falke Bier e o Instituto Estrada Real (IER) comemoram o brinde.

O empresário e cervejeiro Marco Antônio Falcone, um dos donos da Falke Bier, fabricante da cerveja Estrada Real, conta que estar em São Paulo com a marca ER é reforçar a imagem de qualidade da bebida junto a um público selecionado.
“Participar do Prêmio Paladar com a nossa India Pale Ale significa reconhecimento nacional para um produto de primeira linha. Isso aumenta nosso poder de penetração e o apelo junto aos consumidores”,
afirma.

Ele sabe bem o que isso significa. O vínculo da marca Estrada Real com suas cervejas proporciona maior divulgação e aumento de faturamento para a empresa. “A estratégia para os produtos ER é de longo prazo, mas o lançamento deles já permitiu contato com uma série de clientes que ainda não conheciam a Falke Bier, mas que têm bom entendimento do que é a Estrada Real”, garante Falcone.

Nova safra

O sucesso da India Pale Ale Estrada Real, vencedora de diversas premiações nacionais e fornecedora exclusiva do Prêmio Paladar 2009, já justifica o lançamento de uma nova linha de bebidas ER. A Falke Bier e o IER trabalham para levar ao mercado, já no início de 2010, o chopp e a cerveja de trigo (weiss). Também pertencentes à família Ale, eles prometem encantar os fãs do sabor.

“Além do malte de cevada, os produtos weiss utilizam o malte de trigo, que é responsável pela cor turva, pelo creme generoso e pelo aveludado no paladar. Os aromas predominantes são oriundos das leveduras, lembram banana e cravo da índia”, detalha Falcone. O especialista garante que os testes às cegas, realizados através de análise sensorial com cervejeiros, indicam a qualidade da bebida. “Ficou muito bom”, resume.

Fonte: Fato Industrial - FIEMG
Prova entre amigos

Estado de Minas - Eduardo Tristão Girão

Produzida em Minas, a Vivre pour Vivre agrega o aroma e o sabor da jabuticaba

Cerveja

Começou assim: um chegava de viagem com cervejas diferentes, logo mais o outro, que também havia trazido alguns rótulos de fora ficava sabendo, e em pouco tempo uma verdadeira rede de amigos entusiastas da bebida estava cheia de preciosidades nas mãos. Por que não reunir todo mundo numa noite para cada cervejeiro provar um pouco do que o outro andou garimpando por aí? Assim nasceu a ideia da Degustação Histórica, que teve sua primeira edição em abril deste ano no Frangó, bar que é referência em cervejas (e coxinhas) em São Paulo. O segundo encontro da turma foi na última quarta-feira, no Haus München, a meca dos belo-horizontinos que apreciam “loiras, ruivas e morenas”.

Na mesa, só notáveis – a começar pelo próprio dono da casa, o empresário Rodrigo Ferraz. A convite dele, estavam lá o jornalista austríaco Conrad Seidl (o papa do assunto, autor do ótimo livro O catecismo da cerveja), a mestre cervejeira e beer sommelier Cilene Saorin (SP), Marcelo Carneiro (Cervejaria Colorado/ SP), Cassio Piccolo (Frangó/SP), Edu Passarelli (do blog Edu Recomenda/SP); Sérgio Bueno (bares Original, Pirajá e Astor, Pizzaria Bráz e Hamburgueria Lanchonete da Cidade/SP), André Clemente (colunista da revista Prazeres da mesa/SP), Marco Falcone (cervejaria mineira Falke Bier), o mestre cervejeiro Paulo Schiavetto (MG), Halim e Ana Paula Lebbos (cervejaria mineira Backer) e Fernando Areco (restaurantes A Favorita, La Victoria e Splendido, em BH).

A inspiração foi o Jantar do Século, que reuniu Ferran Adrià e dezenas de outros chefs espanhóis importantes em São Paulo, no ano passado. Mas as coincidências param aí: o evento não foi aberto ao público. Afinal, trata-se essencialmente de um encontro de amigos em torno da cerveja. Ainda assim, é relevante para a cena cervejeira da cidade. Como disse bem Rodrigo Ferraz:
“Trazer todas essas pessoas à cidade já é muito importante. Esse é um trabalho a longo prazo. Para implantar uma cultura num local, é preciso que haja conjunto de ações, e não ações isoladas. É um trabalho de formiguinha”
Ele sabe o que fala. Neste semestre, estiveram em eventos do Haus München dois grandes nomes da cerveja no cenário mundial: o cervejeiro caseiro e designer de rótulos norte-americano Randy Mosher (foi ele quem desenhou os da Colorado) e, agora, Conrad Seidl. O próprio Conrad, durante a degustação, fez questão de ressaltar, em voz alta, a importância desse tipo de reunião. A próxima Degustação Histórica será na Melograno, forneria e empório de cerveja paulistano de Edu Passarelli, em abril do ano que vem. A intenção é fazer dois encontros como esse por ano.

A degustação contemplou 17 cervejas diferentes, produzidas na China, Itália, Estados Unidos (a maioria), Bélgica, Áustria e Brasil. A propósito, as nacionais se saíram bem entre as demais: foram experimentadas a wee heavy scotch ale Bode Brown/PR; a imperial stout com rapadura preta Colorado Vintage Black Rapadura/SP e, em primeira mão, a sour ale com jabuticaba Vivre pour Vivre, da mineira Falke Bier. Bairrismo a parte, a cerveja mineira roubou a cena.

Marco Falcone, um dos responsáveis pela formulação da Vivre, conta que várias experiências foram feitas com as jabuticabas. Primeiro, fervendo as frutas em água e depois congelando-as. As duas deram errado, pois houve perda dos óleos essenciais, o que interferiria de maneira negativa na avalição dos sabores e aromas do produto final. A solução foi macerá-la com água mineral em temperatura ambiente.

Para quem conhece, a espetacular Monasterium (ale estilo belga de abadia) produzida pela Falke Bier é a base dessa cerveja. Fermentada por três anos em garrafa com o preparado de jabuticaba, ganha não apenas cor arroxeada, mas aroma e sabor delicados da fruta. Um trabalho de mestre, que lembra a tradição europeia de cervejas feitas com frutas. O primeiro lote, de 300 garrafas, já está no ponto e será repartido entre especialistas.
Amigos Cervejeiros;

Registro aqui meus agradecimentos a todos que puderam compararecer ontem para receber o Conrad Seidl. Sei que muitos ficaram com vontade mas não puderam ir, mas posso garantir que outras oportunidades surgirão.

Acho interessante salientar como é importante nos mobilizarmos e reunirmos sempre para receber uma pessoa como esta.

Estamos num momento especial da nossa revolução em que precisamos mudar a visão lá fora de que nosso país só consegue fazer cervejinha, ou "derivado de cerveja". Para vocês terem idéia, ele carrega um potinho com extrato de lúpulo em pó para locais onde as cervejas são reconhecidamente ruins.

Pessoas como Conrad Seidl quando emitem opiniões, modificam comportamentos e pensamentos. Ele é o Papa da cerveja! Tive a oportunidade de passar um tempo maior com ele hoje, e obtive um otimo feedback.

Ele está encantando com nossa hospitalidade, (normal aqui em Minas né sô!), ficou surpreendido pela recepção em todos os lugares que visitou.
Adorou a cidade, sua arquitetura, o clima, etc... em especial, se disse surpreendido ao experimentar excelentes cervejas no Brasil (Minas) - Algumas cervejas de nossas microcervejarias os deixaram realmente perplexo.

Fiquei extremamente satisfeito ao ouvir que ele está impressionado com a qualidade das cervejas feitas pelos homebrewers daqui.
Conrad completou seu comentário dizendo que ele estava de certa forma preocupado sobre o que escrever sobre o Brasil, mas que depois da reunião de ontem isso já não era mais problema.

Novamente agradeço a todos que foram ontem até o Frei Tuck ( local que ele gostou muito e comentou sobre a decoração da casa), e contribuiram para reforçar que estamos fazendo aqui a nossa revolução cervejeira, e de que Belo Horizonte é um local que deve ser visitado no Brasil pelos amantes de cerveja.

Abraço a todos.
Pablo.:

Mais fotos do evento em Cultura Cervejeira.

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Terça, 24 Novembro 2009 20:36

Cervejaria pagará menos ICMS

Veículo: www.diariocatarinense.com.br Data: 05-11-2009

Produção artesanal da bebida em microempresas, limitada a 200 mil litros por mês, terá o tributo estadual reduzido de 25% para 12% em SC. Os proprietários das microcervejarias artesanais de SC têm um bom motivo para brindar: foi aprovado um projeto de lei, de autoria do governo do Estado, que reduz o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) no setor.

Hoje, a alíquota do ICMS é de 25%. Com a redução, o ICMS ficará em 12%. A mudança entrará em vigor após a sanção do governador Luiz Henrique da Silveira e a publicação no Diário Oficial. Com a medida, serão beneficiadas empresas com capacidade para produção de até 200 mil litros por mês. O presidente da Associação de Cervejarias Artesanais de Santa Catarina, Edgar Freitas, anunciou que fará uma reunião com os associados para pronunciar-se.

O secretário da Fazenda de SC, Antônio Gavazzoni, explica que a concessão do desconto não trará impacto negativo na arrecadação do governo. O objetivo do projeto é incentivar a vocação para a produção das cervejas e chopes artesanais em SC. O secretário diz que as microcervejarias catarinenses não conseguem competir com produtoras de outros Estados devido à carga tributária.

– Em termos financeiros para o governo não significa muito. Mas para os empresários fará diferença e proporcionará crescimento – explica Gavazzoni, estimando que de oito a 10 empresas se enquadrem no incentivo.

Para o sócio-proprietário da Schornstein, Maurício Zipf, a redução do imposto significará um folêgo para as pequenas cervejarias. Para Zipf, as artesanais não têm como competir com as grandes indústrias, que trabalham com quantidades maiores e conseguem ter preços mais baixos.

– Mas não há como repassar a redução do imposto para o consumidor. Viemos de um quadro ruim desde o ano passado, com a Lei Seca, Oktoberfest 2008 fraca e a chuva. Agora vamos ganhar folêgo.
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