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Domingo, 17 Janeiro 2010 11:59

Micro Cervejaria Rofer


A mais nova descoberta na Serra do Japi em Itupeva. Trata-se da Micro Cervejaria Rofer. Para os amantes da boa cerveja segue o link do You Tube para que todos possam conhecer um pouco mais sobre este belo trabalho conduzido pelo Sr. Ernesto com um toque do nosso conselheiro Evandro. Imperdível!
Três garrafas de cerveja, uma delas com mais de 20 anos de idade, são motivo de grande expectativa por parte dos amantes de cervejas especiais de Ribeirão Preto e região. O Empório Biergarten, especializado em cervejas artesanais e importadas, localizado no Mercadão da Cidade, decidiu fazer uma rifa para sortear entre seus clientes os três exemplares da mítica Westvleteren 12, das safras 1989, 1993, 2001.

A mais rara e desejada cerveja trapista, a Westvleteren só pode ser adquirida em quantidades limitadas e com hora marcada na abadia de Saint Sixtus, na Bélgica, onde é produzida pelos próprios monges. Seu alto teor alcoólico (10,2%) permite que ela continue se desenvolvendo com o passar dos anos.

Mais informações:
Av. Lygia Latuf Salomão, 605, box 83
Jd Nova Aliança - Ribeirão Preto / SP
Tel: (16) 3237.0722
http://www.emporiobiergarten.com.br
Uma contribuicao do nosso conselheiro Evandro Zanini.

Parte 1


Parte 2


Parte 3


Parte 4


Parte 5
Acostumávamos chegar em bandos ou pelo menos em um número significativo de amigos no bairro Arvoredo, lá pelas 9 da manhã, na cidade de Contagem. Ao nos ver, Ele já nos dizia: “Isso são horas???” ..mostrava o seu relógio mencionando que o dia já havia começado para ele às 6 da manhã e que nós estávamos atrasados para o trabalho ... e dava uma boa gargalhada! Esse era o Cyllas, engenheiro naval que construiu em conjunto com mais dois amigos, Cláudio e Marcão, a Micro Cervejaria Trovense.

Esta saga em projetar no papel manteiga a própria micro cervejaria, começou por meio do sonho em fazer cervejas caseiras de maneira mecanizada. Deu início com uma máquina de lavar roupas! Ele costumava dizer: “era uma excelente peça para as minhas brassagens caseiras”...!

Adorava contar como montou a fábrica, passo-a-passo, as formas de driblar os custos de produção por meio de boas idéias, eliminado a compra de equipamentos caros. Andava conosco citando todas essas boas e maravilhosas arte-manhas! Falava das cadeias de açúcares no momento da fervura (sacaroses, maltoses, frutoses, etc.)... O Cyllas gostava muito da nossa presença. E nós também da dele! Sentíamos energizados naquele momento.

Com o tempo, ele nos abriu as portas para cada um de nós, e na companhia do Cláudio, vários associados, a destacar o Alfredo, Armando e Danilo, iniciaram brassagens em maior volume ajudando no progresso “Homebrewing” e os ajudando nos momentos de pequenas ociosidades em um ou outro tanque de fermentação. Independentemente disto, o bom mesmo era estar lá, presente, como um dos “Trovensianos”.

Assim foi a primeira brassagem coletiva da AcervA Mineira. Uma diversão! Todos nós, lá, juntos com a presença dos mestres Paulo Schiaveto e Carlos Hauser (ex-Baden Baden), que nos foram prestigiar, fazendo história. Foi tudo de bom! Foi até a primeira vez que mexi em uma panela de brassagem! ...Valeu até foto! É são bons momentos que continuarão naturalmente a existir, pois sei que Ele estará por lá para nos recepcionar em boa áurea e espírito “Trovensiano”.

A família do Cyllas e aos amigos próximos, deixamos os nossos sentimentos e as nossas saudades, pois Cyllas foi um verdadeiro pai, companheiro e amigo.

Em suma:
Um grande rei, com coração de um grande príncipe.

Henrique Oliveira | Presidência
ACervA Mineira
Quarta, 16 Dezembro 2009 10:14

O padre quer cerveja

Chico Maia - Jornal o Tempo 14/12/2009.

O padre Marcelo usa um argumento interessante: A igreja condena bebidas pesadas; cerveja é bebida leve. Que beleza hein?

Antes que alguém diga que pertenço a alguma igreja contrária, vou logo dizendo que não pertenço a nenhuma, não frequento nenhuma e também não tenho nada contra quem gosta de qualquer uma delas. Todas elas têm coisas elogiáveis e abomináveis, como qualquer atividade onde esteja envolvida a mão humana, com as suas devidas virtudes e incoerências, obviamente. Pois não é que o famoso padre Marcelo está apoiando (inclusive fazendo campanha) a liberação da cerveja nos estádios de São Paulo? É o principal garoto propaganda do G4, entidade criada por São Paulo, Palmeiras, Corinthians e Santos, patrocinada pela poderosa fábrica de cervejas Femsa, mexicana, dona da Kaiser, dentre outras, uma das principais concorrentes da Ambev no mundo. Cada clube receberá R$ 2 milhões e ainda royalties pela venda de latas com as suas marcas. E o padre usa um argumento interessante: "A igreja condena bebidas pesadas; cerveja é bebida leve". Que beleza hein? E olhem que sou defensor da cerveja nos estádios, mas peraí! Negar que a bebida potencializa atos de violência é querer tapar o sol com a peneira. O que precisa haver é rigor na repressão e punição imediata e pesada a quem abusa. Infelizmente, isso é o mais difícil de ocorrer e a impunidade incentiva o vandalismo.

http://www.otempo.com.br/otempo/colunas/?IdEdicao=1510&IdColunaEdicao=10373
Sábado, 19 Dezembro 2009 08:00

Sorghum Beer - A Taste of Africa

Sawubona, meus caros!

Durante todo o o mês de novembro e boa parte do mês de dezembro, estive trabalhando na África do Sul. Devo dizer que é um belo país, e como o Brasil, tem um povo bastante hospitaleiro e uma natureza deslumbrante.

No ramo das cervejas, também é um país com predominância de lagers de macro-cervejarias, com destaque para a South African Breweries (SAB). Mas isso fica para outro post. Vamos ao foco.

Em visita ao passeio da SAB World of Beer (também merece um outro post, passeio muito legal), durante a apresentação da história da cerveja, fui surpreendido por uma ótima surpresa. Um vídeo mostrando o processo de fabricação da Sorghum Beer, tradicional cerveja africana feita com grão de sorgo. Nele, uma mulher africana conta como produz a cerveja em sua tribo, desde o processo de malteação até fermentação. Muito interessante mesmo, ainda mais pra quem faz cerveja e sabe o carinho e dedicação necessários para tal.

No final do vídeo eu já fui correndo pra conversar com o guia, e ele já adivinhando o que eu queria, pegou uma pequena vasilha no canto da sala e nos mostrou, dizendo que ali havia Sorghum Beer e que iríamos provar a dita cuja. Vocês podem imaginar a minha empolgação, tomando uma cerveja totalmente diferente do que já havia tomado e ainda por cima em uma vasilha tipicamente africana.



Vamos ao veredito, que pode ter sido afetado por minha grande curiosidade em experimentar cervejas novas. A cerveja é boa, mas confesso que não agradaria a maioria das pessoas que conheço. A primeira impressão visual mostra uma cerveja opaca e branca quase como leite, ligeiramente marrom e não filtrada (inclusive algumas cascas de grão ainda estavam presentes). O aroma denuncia uma fermentação láctea e o sabor azedo confirma a suspeita. Tomei a cerveja em temperatura ambiente, o que acredito ser normal para o tipo. Não conseguiria tomar grandes quantidades dessa cerveja de uma vez, mas acredito realmente que seja uma questão de costume. Foi uma experiência ótima conhecer a maneira africana de se fazer cerveja.

Me desculpem a foto meio escura, mas estávamos dentro da "sala de cinema".

Drive safe and best regards.

Mais informações: http://en.wikipedia.org/wiki/Commercial_sorghum#Alcoholic_beverages
Segunda, 21 Dezembro 2009 10:01

A cerveja: bebendo gato por lebre

É inexplicável que sejam tão omissas as autoridades brasileiras quando se trata da bebida nacional mais popular e de maior consumo

O BRASIL é o quarto maior produtor de cerveja, com pouco mais de 10 bilhões de litros por ano. A China é o maior de todos, com 35 bilhões, e os EUA são o segundo, com 24 bilhões. A Alemanha vem em terceiro, com uma produção apenas 5% maior que a brasileira.

Segundo norma autorregulatória da indústria cervejeira alemã, a cerveja é composta única e exclusivamente por apenas três elementos, cevada, lúpulo e água, tendo como interveniente um fermento. Tradicionalmente, o termo malte designa única e precisamente a cevada germinada.

O malte pode substituir a cevada total ou parcialmente. A malandragem começa aqui. Com frequência, lê-se em rótulos de cervejas a expressão "cereais maltados" ou simplesmente "malte", dissimulando assim a natureza do ingrediente principal na composição da bebida.
Com a aplicação desse termo a qualquer cereal germinado, a indústria cervejeira pode optar por cereais mais baratos, ocultando essa opção.

O poder da indústria cervejeira no Brasil (lobby, tráfico de influência etc.) deve ser imenso. Basta lembrar que convenceram as autoridades (in)competentes nacionais de que não estavam violentando normas que regulam a formação de monopólios ao agregar Brahma e Antártica -o que constituiria então cerca de 70% do consumo nacional- com o argumento de que só assim poderiam concorrer no mercado globalizado. Mas depois foram gostosamente absorvidas por uma multinacional do ramo, certamente uma forma sutil de realizar a concorrência prometida. E não foi tomada nenhuma providência.

Aliás, sempre que aparecia no cenário uma empresa nascente que, pela qualidade, pudesse despertar no brasileiro uma eventual discriminação quanto ao sabor, era ela acuada por todos os meios possíveis e finalmente absorvida, e sua produção, reduzida ao mesmo nível da mediocridade dos produtos das duas gigantes.

Aparentemente, o receio era o de que a população cervejeira, ao ser exposta a diferentes e mais sofisticados exemplos, desenvolvesse algum bom gosto e, consequentemente, passasse a demandar cerveja de qualidade.

A cerveja brasileira (com pequenas e honrosas exceções) é como pão de forma: mata a sede, mas não satisfaz o paladar exigente.

Para esclarecer a questão da má qualidade da cerveja brasileira, vamos fazer alguns cálculos.
A produção nacional de cevada tem ficado nos últimos anos entre 200 mil e 250 mil toneladas, das quais entre 60% e 80% são aproveitados pela indústria cervejeira. Essa produção agrícola tem sido suplementada por importação de quantidade equivalente. Em média, portanto, cerca de 400 mil toneladas de cevada são consumidas na indústria da cerveja no Brasil, presumindo-se que quase toda a importação tenha essa finalidade.

O índice de conversão entre a cevada e o álcool é, em média, de 220 litros por tonelada. Como as cervejas brasileiras têm um teor de álcool de 5%, podemos concluir que seria necessário que houvesse pelo menos seis vezes a quantidade de cevada hoje disponível para a indústria nacional da cerveja. Portanto, a menos que um fenômeno semelhante àquele do "milagre da multiplicação dos pães" esteja ocorrendo, o álcool proveniente da cevada na cerveja brasileira representa cerca de 15% do total.

Há pouco mais de duas décadas foi publicado um relatório de uma tradicional instituição científica do Estado de São Paulo segundo o qual análises de cervejas brasileiras mostravam que um pouco menos que 50% do conteúdo da bebida era proveniente de milho (obviamente sem considerar a água contida).

Como o índice de conversão de grão em álcool para o milho é 80% maior que para a cevada, podemos considerar que a conclusão do relatório em questão atua como álibi, pois satisfaria normas vigentes. Isso também explica a preferência dos produtores de cerveja pelo milho, pois os preços da tonelada dos dois cereais são aproximadamente os mesmos, apesar de consideráveis oscilações.

Esses números permitem, todavia, concluir que o milho (e outros eventuais cereais que não a cevada) constitui, em peso, quase três quartos da matéria-prima da cerveja brasileira, revelando sua vocação para homogeneização e crescente vulgaridade.

Outro determinante da baixa qualidade da cerveja brasileira é a adição de aditivos químicos para a conservação. O mal não está só nessa condição, mas na sua necessidade. O lúpulo em cervejas de qualidade, sejam "lagers", sejam "ales", é o componente responsável pela conservação -além, obviamente, de suas qualidades de paladar.

Depreende-se daí que os concentrados de lúpulo usados na cerveja brasileira são de baixa qualidade. O que é inexplicável e de lamentar, entretanto, é que as autoridades brasileiras, tão zelosas para com alimentos corriqueiros, sejam tão omissas quando se trata da bebida nacional mais popular e de maior consumo e permitam que o cidadão brasileiro beba gato por lebre.

Autor(es): ROGÉRIO CEZAR DE CERQUEIRA LEITE
Folha de S. Paulo - 18/12/2009
Quinta, 14 Janeiro 2010 11:51

Brazilian Battle of the Beers

Brazilian Battle of the Beers
January 11, 3:35 AM
Beer Examiner
Charlie Papazian

Brazil is not exactly a beer drinker’s paradise. It is home of some of the biggest selling beer brands in the world and original home of the current management of the world’s largest brewing company, Anheuser-Busch Inbev. Brazilians love what they have grown to know as beer.
What is beer in Brazil? To 99.99% of the beer drinking market it is not just light lager. It is very very light lager that reigns in the minds of Brazilians as simple, mindless and convivial refreshment. Always served ice cold. There is not other way to enjoy it.
Most of the share of beer mind, beer market and access to it is locked up by Anheuser-Busch Inbev with mega brands such as Skol and Brahma and with diminished brands such as the once competitive (now owned by Anheuser-Busch Inbev) Antarctica. Brazilian brewed and formulated Stella Artois is positioned as an import; higher priced “premium” brands such as Bohemia also fill what little shelf and bar space there is after Brahma and Skol have had their play.

There are about 80 craft “microbreweries” in Brazil according to estimates by some of the leading craft brewers and beer enthusiasts. Most are independent, but a few such as Devassa, Baden Baden and Eisenbahn have recently been bought by Schincariol, a relatively small brewery in Brazilian terms, producing millions of barrels of their flagship lagers.
There are some Brazilian beer enthusiasts, homebrewers and craft brewers that want to make a little room in the lives of Brazilians for what they have grown to love as beer. More about my recent visit with Brazilian craft beer enthusiasm, homebrewing and craft brewers in a future article.

For now I, as most Brazilians, am stuck with the choices available. Well, I shouldn’t exactly use the word “choice.” It is far from “choice.” If you don’t like very very light sweet tasting pale cereal and adjunct lager you’ll have to “refresh” yourself with water or the national drink, caipirinha, a cocktail made with cachaça (a Brazilian rum), ice, sugar and lime that will knock you on your butt. As they say liquor is quicker; not exactly refreshment but for the same price as a mega beer brand, water and cocktails are about the same price.
Battle of the Beers – Brazil

These 5 beers were bought off the floor shelves at a large Northeastern supermarket. Later chilled cold and tasted side by side. All are cereal/sugar adjunct light lagers and are available throughout Brazil. All were in cans except Stella Artois. All beers were very very pale in color.

Antarctica - (brewed by Anheuser-Busch Inbev) - Clean, not complex. An infinitesimal perception of more bitterness than Skol and Brahma, but it would be hard to characterize this by saying “hop bitterness.” Because of slightly more bitter bite Antarctica is the most refreshing. Best balanced of these 4 mega brand cereal light lagers.

Skol –The sweetest of these 5 beers. Notably fruity/winey and sweet in aroma and flavor. Aftertaste is satiating with sweet aftertaste turning sour after one beer.

Nova Schin (Schinchariol ) – This light lager is close behind in bitterness to Antarctica, but not by much; one might even say they seem equal. Overall character mirrored other mega brands.

Brahma – Mighty Brahma was the flagship brand of the original company, now significantly replaced by Skol in the marketplace. This beer was slightly smoky in character. It had infinitesimally “more” flavor and offered a tiny bit more refreshment than Skol in my opinion.

Stella Artois – Originally a Belgian made light lager it is also now made in Brazil. It’s not a mega brand but positioned as a fancy import in green bottles. This sample was skunky in aroma (light struck) and flavor. More bitter than any of the above mega brands. What bitterness is perceived is harsh, mostly likely due to exposure to light on supermarket shelves. Overall balance lingers, mostly of skunk bitterness. A bottle of Stella purchased at a restaurant in Belo Horizonte was not light struck and overall balance was very sweet. Unusually milder and sweeter than European and American samples of Stella Artois I recall tasting. The Belo Horizonte beer was similar to other mega brands in character.
Additional observation. Bohemia, a brand owned by Anheuser-Busch Inbev was once an independent brewery, with a reputation among beer enthusiasts as being brewed closer to the pilsener tradition of Germany. It is sold for a higher price than the mega brands; positioned as a super premium brand. There are sweet banana fruity German like wheat variations and dark versions of the brand. But the variations are hard to find except at specialty bars in the south of Brazil. The light lager was mild, sweet and had very little if any perceived hop qualities. Not distinct from other megabrands.

Kaiser beer is also a megabrand light lager. Occasionally availble at stores and rarely available at restaurants (at least in the nort). It's bitterness levels begin to approach Antarctica and Schinc, but once again it's not a beer you could remotely qualify as having hop character.
All of the above seemed to satiate my palate quickly with a sweet aftertaste that turned sour when attempting to enjoy more than one.

Most of the best beaches are in the north of Brazil. Most of the better beer choices are in the south. Enjoying a choice of beer on the beaches of Brazil is not what tourists locals can expect. For the most part the choice is Skol in cans or Skol in 600 ml bottles.
Thirst for variety and fresh craft beers will persist for years to come, but there is a glimmer hope. Side by side, homebrewers, beer enthusiasts and small craft brewers are trying to change the scene against almost unbeatable odds. More to come…
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