Painel de Login

Próximos Eventos

Não há eventos próximos
Quinta, 22 Outubro 2009 11:16

Meu pai, Monasterium e o pileque

Fazia tempo eu tentava beer evangelizar meu pai. Cerveja foi a única bebida que ele apreciou, sempre em momentos especiais, dividindo uma ou duas garrafas com minha mãe.

Durante boa parte da minha vida, meu pai bebia apenas em aniversários e encontros familiares, festejando sempre a oportunidade de apreciar uma cervejinha.

Depois que os filhos cresceram, a cerveja começou a frequentar a geladeira de casa. Infelizmente, latinhas das macros pipocavam, as vezes umas marcas medonhas que me obrigavam a inventar um tratamento médico pra me esquivar de rótulos pra lá de sem vergonha que apareciam uma vez ou outra.

Do outro lado, eu vez e outra levava uma coisa diferente pra ver a reação. Meu pai gostava, sim, mas sem muito entusiasmo. E anos se passaram. Eu já havia quase desistido.

Eis que fabriquei minha primeira cerveja, uma English Bitter encorpada. Ele me pareceu legitimamente animado com a novidade. Planejei o golpe derradeiro: Falke!

Levei meus pais ao Paladino. Mandamos um Red Baron, seus olhos brilhavam. Mas foi quando provou a Monasterium que ele teve uma epifania! Maravilhado, ele bebia como se nunca na vida houvesse provado algo semelhante; na verdade era isso mesmo.

Pois bem. No dia seguinte lhe presenteei com uma Monasterium do meu estoque. Ficou feliz, sim, isso foi na semana passada. Ontem passei na casa deles. Minha mãe me conta a história, que começa com um convite do meu pai no sábado.

- Vamos tomar aquela cerveja que o Márcio trouxe?
- Ah bem, eu estou tomando remédio, não posso não, estava pensando no seu aniversário.

Ok. Passa um tempo, minha mãe encontra meu pai na sala tomando a Monasterium sozinho.

- Mas vc abriu a cerveja pra tomar sozinho?!!
- Eu te convidei, vc não quis...

E não termina aí. Meu pai secou a garrafa, alheio ao teor alcóolico. Minha mãe conta.

- Estava na copa, me passa ele, feliz da vida e de pileque!!! Dormiu o resto da tarde!!

Meu pai não tomava um pileque desde 1968, quando foi nomeado para posse no Banco do Brasil, em cujo concurso havia sido aprovado um ano antes.

Foi assim, depois de 4 décadas, que minha mãe presenciou seu segundo porre. E ele estava ótimo ontem, aliás, acho que muito interessado em provar mais uma, talvez com um pouco mais de moderação.

É a Falke resgatando almas perdidas das macros infernais. Obrigado Marco! Aliás, meu pai lhe mandou os cumprimentos dele pela cerveja.

Saúde!

Márci Rossi
Anunciamos com grande satisfação que a Cervejaria Abadessa, na pessoa de seu Diretor Sr. Herbert Schumacher, associou-se à Sociedade para a História e Cultura Cervejeira de Berlin, Alemanha (Gesellschaft für Geschichte des Brauwesens e.V. - GGB). Assim, a Cervejaria Abadessa se tornou o primeiro membro desta importante sociedade alemã no Brasil. O fomento de ações que criam, mantenham ou expandam a cultura cervejeira brasileira é um de nossos valores organizacionais.

Sobre a Sociedade para a Historia e Cultura Cervejeira - Berlin (GGB)


A Sociedade para a Historia e Cultura Cervejeira é uma organização sem fins lucrativos. Foi fundada em 1913 em Berlin. É tradicional, mas está aberta às modernas evoluções. Os membros da GGB são companhias cervejeiras, de malteação e indústrias de suprimento assim como pessoas individuais de toda a Europa. Cervejeiros, malteadores, colecionadores, estudantes de biotecnologia, história, antropologia e arqueologia se reúnem no GGB.

A GGB ajuda formar intercâmbios de informações entre história da tecnologia e estudos sociais e história econômica, entre biologia e antropologia e entre ciência e artesanato. As atividades da GGB são:

- Padronizar estudos da história da cerveja e publicar relatórios de pesquisa
- Coletar livros e periódicos sobre história da cerveja. Publicar suas bibliografias
- Manter biblioteca a qual é aberta a todas as pessoas interessadas

A indústria da cerveja é uma velha tradição. Mais de 5.000 marcas de cervejas são produzidas na Alemanha. Especialmente nesses tempos de globalização, a cerveja precisa ter sua casa e tradições como fundação do desenvolvimento da indústria cervejeira, assim como benefícios aos consumidores. Hoje, mais de 300 membros e patronos apóiam os trabalhos da GGB.
Quinta, 22 Outubro 2009 11:45

Fubá x Grits

Nas cervejarias não usa-se Fubá e sim Grits de milho ou Sêmula que é a Canjiquinha
Saiba a diferença.

O fubá propriamente dito tem espessura média. - Para fazer Bolo
Detalhes - http://images.google.com.br/images?hl=pt-BR&client=firefox-a&rls=com.ubuntu:pt-BR:unofficial&hs=Si9&q=Fub%C3%A1%20de%20milho&um=1&ie=UTF-8&sa=N&tab=wi


Grits ou Sêmola é a Canjiquinha de Milho.
Detalhes - http://images.google.com.br/images?hl=pt-BR&client=firefox-a&rls=com.ubuntu:pt-BR:unofficial&hs=ZMU&q=grits%20de%20milho&um=1&ie=UTF-8&sa=N&tab=wi

Att
Evandro J. Zanini
BREWMASTER
Registrado CRQ-MG e CRQ-SP
Promovido pelo American Homebrewers Association, dia 11 de novembro ensine seus amigos a fazerem suas proprias cervejas.

Antes avise no site
para registrarem o evento e saberem quantos participaram da celebracao ao redor do mundo.
Domingo, 25 Outubro 2009 09:39

Lego Beer Song

Domingo, 25 Outubro 2009 13:08

Jambreiro Bâdil

As pessoas me perguntam o por quê do nome Bâdil na minha Jambreiro Brown Ale. A forma mais simples de explicar seria Bâdil foi a forma que o seu irmão, ainda muito novo, criou para conseguir falar Francisco Humberto.

Uma forma mais justa de explicar seria Bâdil um irmão. Mas uma forma mais difícil seria tentar explicar quem foi o Bâdil.

Na vida nós temos algumas poucas pessoas que chamamos de irmão, outras também o são mesmo sendo filhos de outros pais, mas também seria impossível que os nossos pais tivessem tantos filhos. Mas o Chico Beto, além de meu primo, do primo mais parecido comigo, tal qual um irmão, foi o meu irmão. Passei a primeira metade da minha vida morando fora de Minas Gerais, na segunda metade da minha vida ele morou lá em casa e foi nesse tempo um dos filhos dos meus pais, e ao longo de minha vida inteira um irmão.

Seria impossível escrever quem é o Chico Beto para mim, tudo que eu aprendi com ele, tudo que ele representa na minha vida. Um cara que apreciava a boa cozinha, a cerveja, mas tinha na família a sua maior alegria. Ninguém melhor do ele externava de forma tão apaixonada esse amor pela família.

Um cara alegre, de sorriso fácil, companheiro, com uma enorme ânsia por viver. Talvez porque lá no seu íntimo ele soubesse que iria cedo. Te todas memórias que eu tenho dele a única triste foi a da sua partida. Eu não tenho nenhuma imagem dele em minha memória onde ele não estivesse sorrindo.

Sempre que ele me apresentava alguém, ele dizia:

“Esse é aquele primo-irmão que eu te falei.”


Antes de me conhecer, essas pessoas já me conheciam como um irmão dele.

Essa é a última foto que tenho com ele foi no aniversário da Companhia Cervejaria Jambreiro, quando ele depois de dormir apenas duas horas, viajou 140 Km para prestigiar o meu evento. Nesse dia ele resumiu as suas paixões:

“Boa comida e boa bebida e a minha família, não existe nada melhor nesse mundo!”
Nessa foto está presente também a sua cunhada, Juliana.

O Francisco Humberto foi o primeiro a se surpreender com a minha cerveja, foi um dos maiores apaixonados pela minha cerveja, porém infelizmente ele não pode conhecer a minha Brown Ale. Ele não poderá conhecer as minhas próximas cervejas, nem os meus filhos, nem os meus netos, como eu sempre pensei que fosse acontecer.

Todo o pesar que eu tenho em pensar que eu não o terei mais por perto é menor, muito menor do que eu sinto por todas as outras pessoas do mundo que não puderam e não poderão dizer:

eu conheci o Francisco Humberto Ribeiro Mendes de Assis Fonseca,
  • o Francisco Humberto,
  • o Chico Beto,
  • o Bâdil,
  • o meu irmão.

Ele se foi, mas antes de ir ele ouviu de mim, nem uma nem duas vezes, mas várias vezes:

Chico Beto, você é meu irmão e eu te amo!


Humberto Ribeiro Mendes Neto



O Biergarten vai comemorar um ano de sucesso no próximo sábado, dia 31 de outubro.


Será uma pequena Oktoberfest, com banda de músicas alemãs, salsichão, chucrute e churrasco. Mas o melhor de tudo: chope Colorado Appia e Índica, Bamberg Rauchbier, Cevada Pura Pilsen, Lund Pilsen e Munique (as primeiras brassagens!) e ainda dos cervejeiros caseiros José Virgílio (Pratinha Oktoberfest) Luis (Celta Wit Linx e IPA), Gustavo Danhone (Saison), Renato e Rodrigo (Porter) e mais garrafas da cerveja Lamas, do pessoal de Campinas.

A festa é numa chácara em Ribeirão Preto, a partir das 16h, e o convite é uma camiseta obrigatória. O investimento é de R$ 60,00. Quem tiver interesse, por favor, entre em contato: (16) 3237.0722


Gabriela e Marcelo
Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..br
16 3237.0722 / 9739.4939 / 9739.9409
Página 67 de 100