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Sexta, 05 Novembro 2010 12:18

Ambev

Ambev vai retirar 630 ml do mercado Juliano Basile Brasilia A Ambev assinou, ontem, um acordo com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e vai retirar as garrafas de cerveja de 630 ml que estão sendo utilizadas, há dois anos, nos mercados do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul. Com o acordo, a companhia evitou que o Cade levasse o caso das garrafas a julgamento, o que poderia resultar em aplicação de multa milionária, numa faixa que vai de 1% a 30% do faturamento da companhia. As novas garrafas tinham mais cerveja do que os cascos tradicionais de 600 ml, e foram comercializadas através de duas marcas: a Skol, no Rio, e a Bohemia, no Rio Grande do Sul. O problema é que os concorrentes da Ambev alegaram ao Cade que o uso de cascos de 630 ml poderia retirá-las do mercado. As novas garrafas não poderiam ser trocadas por outras, de empresas concorrentes. Além disso, levariam um custo adicional a essas empresas que teriam que separar os cascos de 630 ml da Ambev dos demais. As cervejarias Kaiser e Imperial e as associações Brasileira de Bebidas (Abrabe), dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil (Afrebras) ingressaram formalmente no Cade contra as garrafas de 630 ml em abril de 2008. Em maio, a Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça baixou medida preventiva obrigando a Ambev a retirar as garrafas do mercado. Mas logo em seguida, o Cade optou por determinar à Companhia que mantivesse o nível de produção com essas garrafas no dois Estados até a conclusão final no processo. A conclusão se deu ontem, quando, por unanimidade, os conselheiros deram 270 dias para o fim do casco de 630 ml da Skol no Rio de Janeiro e 60 dias para a Bohemia no Rio Grande do Sul. A Ambev terá que entregar um relatório de uma empresa independente para comprovar o cumprimento do acordo. Se descumprí-lo, a empresa está sujeita a multas que variam entre R$ 50 mil a R$200 mil por dia. Mais detalhes e fonte: Jornal Valor Econômico, 4 de novembro, 2010. Caderno Empresas -B1.
Terça, 09 Novembro 2010 16:59

Trumer Beer Machine

Não é de todo original, mas é sempre legal acompanhar atentamente todas as etapas dessas máquinas Rube Goldberg até a chegada do grand finale.
Segunda, 15 Novembro 2010 00:28

Concurso

Campeonato Sul Americano de Cervejas
Te imaginas un lugar donde encuentres más de 250 cervezas diferentes para poder degustar !!!!!!

Del 9 al 14 de Mayo el Centro de Cata de Cervezas organiza en Buenos Aires la primer competencia profesional de cervezas comerciales de Sudamerica. Su lema¨ un nuevo referente mundial¨.

Las cervezas serán juzgadas por un panel de profesionales expertos provenientes de EEUU, Brasil, Uruguay, Chile y Argentina.

Mais detalhes em http://southbeercup.com/
Segunda, 15 Novembro 2010 20:06

Micro cervejarias Mineiras

Outras rodadas


Produção de cerveja artesanal em Minas dá salto em produção e revela um consumidor sedento por novos sabores
Texto: Eliana Fonseca e Terezinha Moreira
Fotos: Nélio Rodrigues, André Fossati e Pedro Vilela


Garrafas com formatos longe das tradicionais, novos aromas, sabores, cores. Os apaixonados pela loura gelada continuam fiéis à bebida, mas confessam não resistir a esta tentação que vem conquistando mais e mais mesas de bares, restaurantes e as gôndolas de supermercados: as cervejas artesanais. Em diferentes estilos, estas cervejas especiais produzidas em Minas ganham mercado não só no estado, mas também fora dele. E acompanham um movimento nacional já que a estimativa é de que a venda da bebida, que está em franca expansão, cresça entre 20% e 25% este ano no Brasil.

Minas Gerais já conta com sete microcervejarias estabelecidas na Região Metropolitana de Belo Horizonte e em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, além de outras duas em fase de estruturação em Juiz de Fora, na Zona da Mata. Em quantidade de empresas, Minas perde somente para Santa Catarina, onde foi iniciada a história da cerveja artesanal no Brasil.

Todas as empresas do segmento no estado são formalizadas e produzem cerca de 500 mil litros de cervejas e chopes especiais por mês, segundo dados do Sindicato das Indústrias de Cerveja e Bebidas em Geral do Estado de Minas Gerais (Sindbebidas). Este volume deverá subir nos próximos anos já que a maioria das empresas pretende investir na expansão de suas marcas e na ampliação de seus mercados em todo o país. “No que se refere à variedade de estilos de cerveja, Minas está na vanguarda. Produz entre 12 e 15 estilos da bebida”, informa o superintendente do Sindbebidas, Cristiano Lamego. Além da alta qualidade das cervejas artesanais, a renda mais elevada dos brasileiros também se tornou fator preponderante para que os apreciadores da bebida aumentem em todo o país.

Este mercado ainda é novo em Minas, tem cerca de cinco anos, embora a Krug Bier tenha lançado seu chope artesanal há mais tempo. A iniciativa abriu caminho para que outros cervejeiros de plantão, que produziam para consumo próprio ou somente para os amigos, começassem a ver o produto como negócio, aliás, excelente negócio, e passassem a produzi-lo em mais quantidade.

A própria Krug Bier é um exemplo. Quando a microcervejaria criou sua cerveja especial, em 1997, inicialmente a produção era tida mais como hobby do que um negócio. “Começamos a ter uma demanda muito grande para que o produto fosse consumido em casa”, conta o diretor presidente da Krug, Marcelo Druzzi. Em 2008, os sócios resolveram transformar o hobby em negócio, com atitude comercial mais agressiva no mercado de Belo Horizonte.

Número: 500 mil litros de cervejas e chopes especiais são produzidos mensalmente no estado de Minas Gerais

Um dos sócios da cervejaria, Theo Dimitrius afirma que essa demanda crescente foi resultado de uma estratégia que sempre privilegiou padrão alto de qualidade de sua cerveja. Ele destaca que no decorrer dos últimos anos, a Áustria, marca de cerveja da Krug, conquistou prêmios importantes como os do 1º Concurso de Cerveja Especial do Brasil, em 2000, quando foi escolhida nas categorias claro e escuro, da Feira Internacional de Produtos e Serviços para a Alimentação Fora do Lar (Fispal). “Outros locais lançavam mão de acessórios como shows, danças, boates. Nosso foco sempre foi o produto de excelência”, diz Theo. No próximo ano, a Krug vai iniciar a distribuição em território nacional, de olho nos mercados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Brasília, Curitiba e Porto Alegre.

Os sócios José Felipe Carneiro e Tiago Carneiro, da Cervejaria Wals, também não imaginavam o boom do mercado. Na época em que fundaram sua empresa, em 1999, o segmento dessas bebidas correspondia a apenas 2% da produção. “Esperava uma ascensão, mas não tão rápida”, diz José Felipe, que atualmente vende os produtos de sua marca, em estilo belga, para Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e região Sul do país. No próximo ano, quando a perspectiva da empresa é lançar uma cerveja com o tradicional método champenoise, o projeto é ingressar também nas regiões Norte e Nordeste.

O crescimento da demanda por consumo de cerveja artesanal tem impulsionado mudanças como a que deve ocorrer no próximo ano na Cervejaria Falke Bier, que espera dobrar a produção mensal e chegar a 20 mil litros. Tudo para atender um crescimento que deve chegar a 40%. A previsão, em 2011, é que a Falke lance bebidas no estilo tcheco bohemian pilsener, e da Estrada Real Weiss Bier, que é de trigo. O proprietário da cervejaria, Marco Antônio Falcone, afirma que a empresa tem, também, um pré-acordo com as italianas Baladin e Birra Del Borgo, para a fabricação da receita deles na Falke e vice-versa. “As cervejas serão lançadas com rótulos conjuntos, com o apoio do movimento Slow Food Internacional”, comemora Falcone.

Outra marca que pretende apostar em diversidade para seus clientes é a Backer Cervejaria, que lança, no próximo ano, mais cinco estilos da bebida. “Os clientes aumentam a cada dia, principalmente quando conhecem os novos aromas e sabores”, observa a diretora de marketing da Backer Cervejaria, Ana Paula Lebbos.

Perspectivas com lançamentos de novos produtos também cercam os irmãos Augusto Viana Figueiredo e João Paulo Figueiredo, donos da Cervejaria Artesamalt, em Sete Lagoas. Atualmente, eles produzem chopes pilsen, black e pale ale e a perspectiva é que, a partir de 2011, façam sua própria cerveja. O diferencial são ingredientes importados e a utilização de água mineral retirada diretamente de uma fonte próxima à fazenda do Pinheiro, em Sete Lagoas, onde é produzida. “Vamos também ampliar nossos pontos de venda”, aposta Augusto, que deseja consolidar a marca em Minas para depois partir para distribuição em todo o território nacional.

Toda essa expansão e evolução levam anos de estudos e estratégias, e exigem grande elaboração dos mestres cervejeiros. Em média, as cervejas artesanais levam de um mês e meio a quatro meses para ficarem prontas. “Esse tipo de bebida é um trabalho artístico e não para consumo em grande escala. Queremos manter o quesito para os apreciadores da cultura cervejeira”, destaca o mestre cervejeiro da Cervejaria Wals, José Felipe. Para ele, o consumidor brasileiro está se adaptando, com a cerveja artesanal, a um novo modo de consumir a bebida. “Ele está percebendo que a cerveja mais gostosa é a que tem aroma e sabor e que pode harmonizar com um prato”, afirma.

Especialistas em cerveja artesanal, caso do gerente-geral da Royal Empório, Frederico Rubinger, concordam que a expansão no mercado tem a ver com a sofisticação do paladar do consumidor, que cada vez mais tem optado por uma cerveja diferenciada, de boa qualidade. “E quanto mais esse público vai conhecendo essas cervejas, mais ele vai se tornando exigente e fortalecendo esse mercado”, garante.

O baixista Thiago Carvalho Correia, 30, integra o time que de consumidor virou apaixonado e conhecedor da cerveja artesanal. O interesse nasceu há dois anos, quando o músico fez uma viagem à Bélgica e passou dois meses apreciando algumas das melhores cervejas artesanais do mundo. “Durante esse tempo, tive contato com vários produtores locais e aí comecei a ler sobre o assunto”, diz. O interesse virou paixão e a paixão transformou-se na CruzAlta. “É um hobby extremamente prazeroso, mas trabalhoso. Por isso a cerveja é produzida a cada dois meses e não passa de 40 litros por vez”, diz.

E o que dizer das dez integrantes da Confraria Feminina de Cerveja (Confece), que têm o trabalho, ou melhor o prazer, mensal de não só degustar cervejas artesanais e especiais como fazer o fichamento das bebidas, em que escrevem sobre a cor, o aroma, com que prato harmonizam, se são intensas, encorpadas, fugazes. Sim, elas entendem e muito de cerveja artesanal tanto que, como todo bom apreciador, decidiram criar sua própria bebida e colocaram o bem brasileiro nome de Conceição. A criação foi orientada pelo mestre cervejeiro Marco Antônio Falcone. “Nossa cerveja é forte, feminina, mais avermelhada e que não é para ser bebida em grande volume”, avisa a presidente da Confece, a bioquímica Ingrid Paulsen. Se as primeiras levas da Conceição foram em cozinhas alheias, no próximo ano, o passo das cervejeiras é adquirir cozinha própria. “A partir de janeiro estaremos com uma produção mais regular”, avisa Ingrid.

Há outros apaixonados pela bebida, como o consultor ambiental João Marcelo Horta Mendes, 30, que começou a produzi-la com ingredientes bem brasileiros, como a jabuticaba, folha de laranjeira, rapadura e outros mais sofisticados como especiarias. Por enquanto, é um hobby que consome pelo menos dois finais de semana por mês, mas que deve ficar mais intenso no próximo ano. Mendes está comprando um fermentador com capacidade maior e sua produção deve ser de 180 litros a cada 15 dias. A cerveja, que já teve vários nomes e agora atende pelo provisório de Peripécia, é tanto para consumo próprio e dos amigos, como também para trocas com outros cervejeiros. Este escambo é prática comum e motivo de orgulho quando a produção é elogiada nas rodas de degustação.

Essa paixão que aguça o crescimento do consumo das cervejas artesanais está também favorecendo a geração de empregos. Apesar de ser ainda um setor pequeno, esse tipo de bebida tem maior valor agregado e acaba gerando mais empregos, proporcionalmente, do que as cervejas convencionais. Apesar de ser um ótimo motivo, este não é o único para as perspectivas de um mercado promissor nos próximos anos. Segundo o presidente do Sindbebidas, Mário Morais Marques, os empresários do segmento são experientes e conhecedores deste mercado. “Além disso, Minas Gerais é o estado que mais investe na produção da cerveja artesanal no Brasil.”

Para Marques, o investimento nos próximos anos será nas cervejas artesanais engarrafadas, que têm proporcionado a elevação nas vendas da bebida mineira para outros estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, para o Nordeste e até para o Sul do país, onde há produção e longa tradição do consumo. Até parece contraditório, mas a abertura para a importação de cervejas não interferiu no mercado do produto artesanal. “Pelo contrário. A chegada das estrangeiras aumentou a concorrência, é bem verdade, mas também abriu espaço para os nossos produtos, pois aguçou a vontade do brasileiro em experimentar as cervejas especiais brasileiras”, analisa Marques. E, visando este mercado, as cervejarias mineiras começaram a investir na qualidade e estilos de suas cervejas. E isso tem atraído também os apreciadores de vinho, o que prova que as cervejas artesanais mineiras escolheram a trilha certa para seu caminho de sucesso.

Schincariol
Se as microcervejarias estão em fase de ebulição com a expansão da cerveja artesanal, grandes indústrias, como o Grupo Schincariol também já entraram no mercado. Há três anos, a Schin comprou a Cervejaria Baden Baden, tradicional em Campos do Jordão (SP) há pelo menos dez anos. O grupo também arrematou a Eisenbahn, de Blumenau (SC), e a Devassa, do Rio de Janeiro. Se a fábrica da Baden Baden segue os regimentos do movimento mundial The Craf Beer Renaissence, onda que celebra a cerveja artesanal, a Eisenbahn segue a Reinheitsgebot, Lei Alemã da Pureza, enquanto a Devassa é produzida com maltes selecionados e importados.

A empresa não divulga investimentos e produção das cervejas e, segundo o diretor de cervejas do grupo, Guilherme Moraes, a distribuição da marca está focada nas regiões Sul e Sudeste, mas o rótulo também pode ser encontrado em casas especiais em todo o Brasil.

A linha Baden Baden dispõe de sete rótulos regulares – Cristal, Bock, Red Ale, Golden, 1999, Stout Weiss e também das edições sazonais, Celebration Inverno e Christmas Beer. “A Baden Baden é a perfeita cominação entre malte, lúpulo e a mais pura água de Campos do Jordão. Ela possui uma variedade de estilos que harmoniza com os mais diversos tipos de pratos e ingredientes, assim como um bom vinho”, afirma o diretor de cervejas do Grupo Schincariol, Guilherme Moraes.

Quinta, 18 Novembro 2010 21:45

Cultura Cervejeira VI

Loiras e morenas: por que algumas cervejas custam mais de R$ 200? Recomendar!Por: Equipe InfoMoney 15/11/10 - 14h17 InfoMoney SÃO PAULO – Amber Ale, American Strong Ale, Baltic Porter, Bock, Dunkel, Gose, Happoshu, Kölsch, Foreign Stout, Malt Liquor, Porter, Rauchbier, Sahti,Vienna e Wood-Aged Beer: no mundo inteiro existem mais de 200 tipos de cerveja. Ao contrário do que a maioria das pessoas acredita, cerveja não é "tudo a mesma coisa" e nem todas são do estilo Pílsen, o mais popular no Brasil. Cada uma possui um ingrediente, um método de produção, algo que a diferencia essencialmente das demais. E é justamente a particularidade dos variados estilos de cerveja que faz com que os valores das garrafas cheguem a ultrapassar os custos de um whisky, por exemplo. "O preço depende de diversos fatores, como as matérias-primas especiais e tempos de fabricação prolongados. Podemos incluir também, em alguns casos, os custos de importação e distribuição", explica Paulo Schiaveto, mestre-cervejeiro formado em Louvain-la-Neuve, na Bélgica. Detalhes que fazem a diferença De um modo geral, existem quatro ingredientes básicos para a produção de uma cerveja: a água (costuma entrar duas vezes no processo de produção), a levedura (fermento natural), lúpulo (responsável pelo amargor) e o malte (extrato de cereal que pode ser de cevada, trigo, defumada, etc). Porém, cada bebida é feita através de um método próprio, que pode demandar muito tempo para concluir o processo, e que inclui ingredientes extras ou não. "A cerveja Premium, por exemplo, leva outros tipos de ingredientes que costumam ser importados, o que no mínimo vai dobrar o valor dessas bebidas", diz Marcelo Ponci, dono do e-commerce Cerveja Gourmet. Outro exemplo do diferente uso de ingredientes é a Puro Malte. "As produções em grande escala usam o mínimo de malte de cevada exigido por lei, que é 50%, e completam com outros cereais mais baratos, como milho, sorgo e arroz", explica Ponci. "A Puro Malte, por sua vez, usa 100% de malte de cevada". "O que é mais fácil e mais barato de fazer, uma feijoada ou o feijão do dia a dia?", compara a beer sommelier Cilene Saorin, formada em Doemens Akademie, na Alemanha. "Isso não significa que a qualidade dos ingredientes usados no feijão sejam inferiores. Mas diferem no tipo e quantidade". Assim, outros fatores que influenciam no preço é a importação, que faz com que o valor das cervejas chegue até 200% mais caro no mercado nacional, e também o método de produção, como nos casos das cervejas que são feitas em um lugar e maturadas em outro, ou das bebidas maturadas em barris de carvalho. Desembarque no Brasil, com escala na Bélgica e França Para se ter uma ideia, a cerveja Deus Brut des Flandres, uma das mais caras vendidas no Brasil, tem a primeira fermentação e maturação na Bélgica. Depois as garrafas vão para a França, recebem açúcares e fermentos especiais, e então começa o processo de remuage: gira-se a garrafa diariamente no mesmo horário, aumentando sua inclinação para baixo até ficar de cabeça para baixo. Após essa longa maturação, o fermento depositado no pescoço da garrafa é congelado e retirado por pressão. Então, a embalagem é completada com bebida já pronta. "É uma das três únicas cervejas no mundo produzidas pelo processo de champenoise, ao lado da belga Malheur e da brasileira Eisenbahn Lust. Primeiro elas são produzidas em uma cervejaria e depois levadas a uma vinícula, onde passam pelo mesmo processo de um champagne", descreve a beer sommelier Kathia Zanatta, formada pela escola alemã Doemens Akademie. "O preço também varia em função da percepção de valor pelo consumidor", acredita o mestre-cervejeiro Schiaveto. "Algo equivalente a um vinho de produção restrita e bastante procurado". Não é a toa que a cerveja Deus pode ser encontrada em estabelecimentos da capital paulista pelo custo de R$ 220, no Bar Melograno, e R$ 249, no Bar Asterix (nele, a cerveja mais cara vendida é a Chimay Grand Reserve Jeroboam, cuja garrafa de 3L custa R$ 480). Prazer no paladar e satisfação no bolso Embora alguns produtos tenham o custo elevado, os especialistas concordam que é possível degustar e apreciar uma cerveja mais em conta. Isso porque algumas oferecem sensações sensoriais diversas, como notas aromáticas frutais (de banana, maçã, abacaxi), notas condimentadas (pimenta, cravo e canela), ou que seguem por notas florais, herbais e outras mais densas. "Há cervejas de baixo custo que proporcionam aromas e sabores diferentes da cerveja industrial comum. Pequenas cervejarias nacionais, por exemplo, têm produtos premiados em concursos internacionais de forte expressão a um preço bastante acessível", conta Schiaveto. Marcelo Ponci, por sua vez, cita as cervejas da marca Colorado, cuja garafa de 600ml pode ser encontrada por R$ 10, e da Bauhaus, cuja garrafa de mesmo volume pode ser encontrada por R$ 8, como exemplo de baixo custo possível de ser degustado. Amadurecimento gastronômico Para Cilene Saorin, o baixo consumo das cervejas especiais não está atrelado simplesmente ao preço desses produtos. Mas existe uma cultura nacional de intenso consumo das bebidas do estilo Pílsen. "Ela tem menos informação no nariz, menos amargor, menos corpo. Tudo é muito delicado nela", descreve. A grande proposta desse tipo de cerveja é mesmo a de matar a sede, dar maresia aos olhos, refrescar, descontrair e fazer com que o consumidor gaste o menos possível. Segundo Cilene, a escolha por cervejas especiais virá com a idade e a mudança na expectativa gastronômica. "Com 18 anos, você gasta R$ 10 com dez latinhas. Porém, depois de 20 anos, passa a gastar os mesmos R$ 10, mas com uma garrafa de 350ml", compara. "A chance de um jovem migrar para as cervejas especiais é diferente daquela pessoa com mais de trinta anos, pois a expectativa de consumo é diferente e o poder de compra também". Como escolher a melhor cerveja? A maioria dos especialistas concorda que é impossível selecionar a melhor cerveja. "É o mesmo que perguntar a um pintor qual a cor que ele mais gosta", diz Cilene Saorin. Afinal, existem muitas opções e a preferência varia de acordo com a ocasião. Porém, se você não sabe qual cerveja escolher diante de tantas opções, eles dão algumas dicas. "O consumidor deve ter em mente que, no caso de cervejas especiais, está comprando um produto com características bem distintas daquelas que a maioria considera como padrão para cerveja", destaca o mestre-cervejeiro Schiaveto. "Ele pode, por exemplo, procurar se informar sobre os mais variados estilos de cerveja disponíveis no mercado em sites e blogs especializados em cervejas, onda há informações sobre experiências de degustação", aconselha. Já a beer sommelier Kathia Zanatta acredita que há dois pontos principais a serem observados: o estilo e a data de validade. "Quem, por exemplo, não gostar de notas amargas intensas, não deve comprar de cara uma Dry Stout ou uma India Pale Ale. Existem cervejas com características extremamente distintas e, justamente por isso, pelo menos um estilo irá agradar cada pessoa", destaca. Em relação à validade, a profissional reitera a regra de que "quanto mais nova a cerveja, melhor". "Com excessão de estilos como Gueuze, Barley Wines, Old Ales, entre outros que envelhecem na garrafa, a maioria deve ser consumida mais rápido, já que a ação de agentes oxidantes leva à oxidação do líquido e transformação de seus atributos sensoriais". Fonte:http://web.infomoney.com.br//templates/news/view.asp?codigo=1983690&path=/suasfinancas/
Sexta, 22 Outubro 2010 00:36

Oktobermed na UFMG

Wals presente na festa Oktobermed na UFMG

Amanhã, dia 23 de outubro, Felipe, Tiago e Miguel estarão com seu fantástico chope X-Wals na festa da medicina da Universidade Federal de Minas Gerais. É a cultura da cerveja artesanal entrando no cenário universitário.

Terça, 19 Outubro 2010 14:51

Folha de São Paulo - Ilustrada

Comida: Faça a sua cerveja
Produção caseira da bebida vira frisson em SP; conheça ingredientes e equipamentos para montar sua minifábrica
LUIZA FECAROTTA
DE SÃO PAULO

Nova-iorquino filho de napolitanos, Al Capone se tornou um dos gângsteres mais lendários de Chicago. E, por ironia, não foram os assassinatos que o levaram à cadeia. Na primeira metade do século 20, tempo de Lei Seca nos EUA, meteu-se no contrabando de bebidas. A sonegação de impostos levou Al Capone à prisão. Não só o mafioso fez malabarismos para driblar a lei que impedia o consumo de alcoólicos. As pessoas foram para o fundo de suas casas preparar ali drinques turbinados, com acréscimo de ingredientes que escondiam o gosto dos destilados clandestinos e... produzir cervejas.

Mas foi só recentemente que essa prática ganhou espaço (e até certo frisson) no Brasil, como mostra a expansão da Associação de Cervejeiros Artesanais. Com acesso facilitado à matéria-prima e aos equipamentos para montar uma minifábrica básica, mais gente tem investido no hobby.

O especialista Eduardo Passareli, por exemplo, conta que recebe produtores caseiros semanalmente em seu bar, o Melograno (tel. 0/xx/11/3031-2921), interessados em lhe mostrar bebidas.

Para a mestre-cervejeira e sommelier Cilene Saorin, têm surgido cada vez mais interessados que passaram a adotar essa prática. "Isso é, na verdade, um movimento gastronômico. Quem se propõe a fazer cerveja se mete na cozinha e coloca a criatividade em pauta", diz.

DO HOBBY AO NEGÓCIO

Gerada por um processo espontâneo da natureza, no qual cereais que entram em contato com a água podem ser germinados e submetidos à ação de levedos (fungos microscópicos) encontrados no ambiente, a cerveja é uma das bebidas alcoólicas mais antigas da humanidade.
Com registros de pelo menos 6.000 anos, quando a humanidade já cultivava cereais e os estocava, a cerveja hoje é a bebida alcoólica mais consumida no mundo. E foi nos monastérios, durante a Idade Média, que ganhou força. Era equivalente ao pão -"uma das necessidades vitais", segundo "O Livro da Cerveja". "Fornecia calorias rapidamente e como era fervida, era uma bebida mais segura que a água."

A prática tem evoluído para o nascimento de negócios. Virou objeto de estudo de pessoas como Jaime Pereira Filho que, ainda recém-nascido, em 1951, já era ligado ao universo da bebida fermentada: um caixote de madeira de cerveja com lençóis e fru-frus bordados pela mãe lhe servia de berço.

No quintal do bar Pier 1327 (tel. 0/xx/11/5539-6213; fotos ao lado), em seu "beer garden", ele hoje ensina como preparar a bebida em casa. Já Alexandre Sigolo e Rodrigo Louro, da Sinnatrah (http://cervejaartesanal.wordpress.com), pós-graduados em bioquímica, fizeram do hobby de produzir cervejas em casa -onde ocupavam a pequena cozinha com cacarecos "fabris"-um braço da profissão. Hoje, eles sustentam um espaço na Pompeia, onde produzem diferentes categorias da bebida e ministram cursos para os entusiastas. Em fevereiro, aliás, está prometida a abertura de uma minifábrica de cerveja -cujo embrião estava no lazer-, conjugada a um bar, a Cervejaria Nacional. Deve ocupar um imóvel em Pinheiros e servir bebidas próprias.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1410201016.htm
Domingo, 24 Outubro 2010 11:27

Cursos VIII


Apreciadores de cerveja terão curso de sommelier em SP

Organizadores dizem que o projeto é pioneiro no país. Aulas começam em novembro no Senac da capital.
Carolina Iskandarian
Do G1 SP
23/10/2010 09h10 - Atualizado em 23/10/2010 09h10

Aos apreciadores da bebida, uma boa notícia: São Paulo terá o primeiro curso de sommelier de cerveja do país. Os especialistas no assunto garantem que esse mercado precisa crescer e a cultura cervejeira deve ser disseminada. Por isso, a ideia é formar profissionais que saibam diferenciar os rótulos, possam sugerir a melhor garrafa de acordo com o gosto do cliente e consigam fazer a harmonização da cerveja com o melhor prato.

Saiba mais

São Paulo terá o primeiro curso de beer sommelier do paísAs aulas começam no mês que vem, mas, a pedido do G1, uma parte da turma de 40 pessoas se reuniu na tarde desta quinta-feira (21) no Senac da Água Branca, Zona Oeste de São Paulo, onde haverá o primeiro curso. Ele será ministrado por Cilene Saorin, formada sommelier de cerveja pela Academia Doemens da Alemanha, que é parceira no projeto.

Por isso, os formandos terão um certificado com reconhecimento internacional. “Somos pioneiros. É uma certificação dupla, com uma instituição de renome”, conta Maria Emília Vaz Martins Dias, coordenadora do curso. Segundo ela, a grande procura foi uma “surpresa” e novas vagas devem ser criadas no ano que vem. A segunda turma terá aulas na unidade da Penha, na Zona Leste, em janeiro de 2011, mas não há mais inscrições disponíveis.

Primeiras impressões

Alguns alunos não se conheciam nesse encontro de quinta-feira e começaram a ter ideia do que Cilene pretende passar nas duas semanas do intensivo – o curso vai de 22 de novembro a 3 de dezembro. No papo informal, tiveram a primeira experiência ao degustar uma cerveja escura e forte produzida em uma microcevejaria do interior paulista.

“Tem gosto de frutas”, disparou um aluno. “Lembra um abacaxi em caldas”, sugeriu outro. “Aqui tem blend de malte. Lembra um toffe de caramelo”, arrematou Cilene, que também é mestre cervejeira. “O mercado está extremamente ávido para explorar uma experiência gastronômica que a cerveja pode oferecer”, conta a professora, justificando a criação do curso.


De acordo com ela, um dos principais objetivos é multiplicar a informação sobre a cultura de cervejas especiais. “A gente precisa de gente experiente para ser professor. Normalmente, quem procura esse curso vai atuar profissionalmente”, aposta Cilene. É o que o empresário Alexandre Santos, 28, pretende fazer.

“Depois desse curso minha assessoria não vai ficar mais só no vinho. Vou poder dar suporte ao mercado de cerveja. Nos últimos cinco anos, a área de bebidas finas se especializou no país”, afirma Santos, que é sommelier de vinho há dez anos. O importador de bebidas Cristiano Guilherme Alves, 36, também se anima. “Nós somos tomadores de cerveja, mas nosso conhecimento no assunto é pequeno. Com esse curso vamos ter a oportunidade de ter mais vocabulário para introduzir no hábito de consumo do brasileiro”, diz Alves.

O programa

O programa das aulas inclui aprender sobre a história da cerveja, as matérias-primas, o processo de produção e as aplicações dos rótulos na gastronomia. Cilene vai ensinar os alunos a desenvolver o perfil sensorial, fazendo com que eles identifiquem sabor, aroma ou a consistência da bebida. O consumo consciente e responsável, além do conhecimento sobre uma boa carta de cervejas, também será passado.

A gerente de marketing Tatiana Spogis, de 33 anos, trabalha com cerveja desde 2001 e conhece Cilene. “Agora vou formalizar minha profissão”, afirma ela, que pretende dar aulas para futuros sommeliers. De acordo com Tatiana, o curso no Brasil foi adaptado a partir do que é ministrado na Academia Doemens. “Vamos trazer (para a sala de aula) cervejas importadas e nacionais, trazer a referência de ingredientes nacionais na produção da cerveja daqui.”

O empresário Marcelo Moss está nessa primeira turma e se formará sommelier para dar o segundo curso do tipo na unidade do Senac da Penha. “Você ainda vende cerveja para as mesmas pessoas. Na hora que aprende a beber uma de qualidade, você tem uma série de rituais e não vai mais querer comprar umas 40 caixas”, afirma Moss, que fundou uma microcervejaria há alguns anos (ele já deixou o negócio).

O português Pedro Alves Cardoso, de 51 anos, teve um bar na Alemanha e é instrutor do Senac na área de bebidas. Quer passar parte do ano na França, onde vai abrir outro bar. “O mercado brasileiro merece um profissional de qualidade para falar de cerveja.” No curso, mais do que conversa, haverá degustações. E os alunos, segundo Cilene, aprenderão a garantir “experiências gastronômicas prazerosas”.

Fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2010/10/apreciadores-de-cerveja-terao-curso-de-sommelier-em-sp.html

Foto: Carolina Iskandarian/ G1
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