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Segunda, 27 Setembro 2010 11:40

Cultura Cervejeira II


Loiras, morenas e ruivas
Publicado em 26/09/2010
Larissa Jedyn - Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Elas entendem tudo de cerveja. Da produção à degustação, passando pela incrível capacidade de combinar a bebida aos mais variados tipos de gastronomia, as mulheres reassumem o posto de cervejeiras de respeito.

“Dê-me uma mulher que goste de cerveja e eu conquistarei o mundo.” O último imperador alemão e rei da Prússia Kaiser Wilhelm II, que proferiu a frase no começo do século passado, parece não ter tido muito êxito na sua empreitada. Não arranjou uma companheira nas características desejadas, perdeu o império e as mesas regadas à cerveja se mantiveram rodeadas quase que exclusivamente por homens. E isso por muito tempo. Mas não é que depois do mercado sem fronteiras e das revoluções por minuto promovidas pela internet, muitas mulheres começaram a deixar de lado suas taças com a bebida de Baco para deleitarem-se com a mistura fina de malte e lúpulo?

Mas nem pense naquela cerveja servida estupidamente gelada, tomada a seco num
copinho sem graça, cujas latinhas viram pilhas depois do churrasco de fim de semana e que, finda a bebedeira, se revertem numa sensação desagradável de estufamento e uma louca vontade de ir ao banheiro. Cerveja de mulher é outra coisa, avisa a mestra cervejeira Suelen Presser, 27 anos. “Mulher é detalhista, gosta das coisas bem feitas e a bebida ideal precisa ter um algo a mais. A cerveja pega a mulher pela beleza da cor, pelo aroma, pela complexidade do sabor. Tudo isso aumenta o prazer na hora de beber, sem contar a arte da harmonização, que abre um universo de possibilidades”, comenta ela, que é sócia do marido na Klein Bier, e recomenda a sua Stout, que é amadeirada e tem notas de café e chocolate, como companhia para uma fatia de queijo brie ou de torta de frutas vermelhas.

A sua história com a cerveja começou há quatro anos. “Um dia meu marido chegou empolgado com umas cervejas diferentes, artesanais e com a ideia de começar a produzir em casa. Eu que sempre fui cervejeira abracei a causa. E lá fui eu para o fogão, grávida do meu segundo filho, moer malte, fazer rampa de temperatura... Estávamos tão empolgados que não conseguíamos esperar a cerveja ficar pronta. E, paralelamente a isso, fomos bebendo nossa pesquisa de mercado”, diverte-se Suelen, que acompanhou bravamente o marido na rota das cervejarias em Santa Catarina. “Somos profissionais já há dois anos e a nossa produção é de quatro mil litros/dia”, comenta.

Sobre saltos altíssimos e maquiagem impecável, Suelen intercala os comandos ao mestre cervejeiro e ao filho mais novo, que clama para aparecer na sessão de fotos da mãe. “Essa arrumação toda é só para a foto, viu? Se você viesse aqui ontem veria a correria em que estou metida todos os dias. Mas não reclamo, não”, diz ela, enquanto experimenta uma de suas cervejas para a foto. “E sabe o que é melhor? Cerveja não engorda! Ela tem um componente antioxidante que ajuda a manter o corpo em ordem. Só tome cuidado com a cerveja de trigo – que é mais calórica. E ainda há estudos que apontam para as propriedades médicas do lúpulo, que seria calmante, ajudaria na prevenção do câncer de mama, de útero e na calvície”, comemora. Mas, atenção, a medida para tirar proveito dessas características é só um copo de cerveja por dia.

Enquanto explica cada processo da produção da bebida, Suelen deixa escapar que está desenvolvendo uma cerveja só para mulheres. O que ela tem de diferente? “É uma porter, de alta fermentação, com um toque de chocolate. O nome será A Estivadora. E por falar nisso, tudo já está devidamente registrado, viu?”, diz ela, enquanto apresenta a linha completa da Klein: Pilsen de receita alemã, a Pilsen Tchec, com receita tcheca; a Brown Ale, que é mais caramelada; a Stout, que é escura e mais amadeirada e a Waiss, de trigo. “Dessas, a minha menina dos olhos é a Tchek, mais amarga e mais encorpada, o que equilibra o amargor. Mas para quem está começando a enveredar pelo universo da cerveja, a mais indicada é a Weiss, que tem um sabor de cravo e banana.”

Arte feminina


A propósito, a cerveja nos primórdios era feita por mulheres. Segundo a Larousse da Cerveja, de Ronaldo Mo­­­rado, a produção da cerveja era uma atividade caseira, assim como fazer pão e cozinhar. Quando os homens saíam para caçar ou trabalhar, as mulheres iam para a cozinha e, com os mesmos ingredientes, produziam pão e cerveja ao mesmo tempo. O domínio feminino na produção da cerveja só diminuiu no fim do século 18, quando o negócio da cerveja despertou a presença masculina e grandes empresas surgiram, iniciando-se a produção em grande escala. Elas só reassumiram o papel na cultura cervejeira durante a Primeira Grande Guerra, quando os homens foram para os campos de batalha e alguém precisava produzir a bebida, e agora, com a nova safra de mulheres cervejeiras.

A engenheira civil, Sabrina Guedes, 26 anos, está se iniciando na prática. Ela sempre gostou de cerveja, mas a bebida estava longe de ser a sua preferida. Isso até descobrir um curso de harmonização de cervejas gourmet. “Fiz o curso com o meu marido e nos apaixonamos pelas combinações! Nunca tinha imaginado beber cerveja num jantar mais elaborado, ou ainda acompanhando a sobremesa! Daí em diante começamos a pesquisar sobre cervejas importadas e artesanais”, conta ela, que acabou fazendo um curso de produção de cerveja na Bodebrown, com outras colegas mulheres na turma. “Estamos na nossa quarta cerveja produzida em casa, duas do tipo Brown Ale, uma ESB (English Special Bitter) e uma Blond Ale. Fizemos em torno de 20 litros de cada. Parece muito, mas acaba rápido e sempre faz sucesso com os amigos. Já temos até encomendas”, comenta. Entre suas preferidas está a Wee Heavy, uma Strong Scoth Ale, produzida pela Bode Brown e a Green’s Discovery, uma cerveja pilsen sem glúten, extremamente leve, que experimentou na Mercearia Coralina.

Colocando em prática seus conhecimentos de harmonização, Sabrina indica combinar cervejas de trigo, como a Estrella Damm Inedit, com peixes. Para sobremesas com chocolate, um boa companhia é a Colorado De­­moiselle, uma cerveja escura (Porter) produzida em Ribeirão Preto, que leva café em sua composição.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/viverbem/conteudo.phtml?tl=1&id=1050521&tit=Loiras-morenas-e-ruivas
Foto: Daniel Castellano/ Gazeta do Povo
Segunda, 27 Setembro 2010 23:10

ambev

AmBev resolve investir no Nordeste
27/09/2010 - 19:09 Monitor Mercantil Digital

No maior investimento realizado em um único ano desde sua criação, a AmBev anunciou que destinará R$ 70 milhões para ampliar a capacidade de sua fábrica em João Pessoa, na Paraíba, em até 74%; além disso, pretende da adequar a linha para a fabricação de cerveja na embalagem de 1 litro e adequações para a produção de cerveja em embalagens econômicas de 18 e 24 latas.

Os recursos, que fazem parte do pacote de R$ 2 bilhões para ampliar de 10% a 15% a capacidade produtiva da AmBev no Brasil, se dão principalmente por causa do crescimento das vendas em 2009 e nos primeiros meses de 2010, e está condicionado à manutenção das atuais alíquotas de impostos federais, de acordo com comunicado divulgado pela empresa.

"O aumento das vendas na Paraíba é fruto da expansão da economia da região e também do sucesso da marca Brahma Fresh, cerveja mais refrescante feita pela Brahma exclusivamente para as regiões mais quentes do país, o Norte e o Nordeste, e que já alcançou mais de 7% de participação de mercado na Paraíba desde seu lançamento em 2008", prossegue a nota.

Estratégia

A estratégia da companhia é ampliar a capacidade de produção na unidade de João Pessoa em 74%, além da adequação da linha para a fabricação de cerveja na embalagem de 1 litro e a adequações para a produção de cerveja em packs econômicos de 18 e 24 latas.

Com a conclusão das obras, considerando empregos diretos, indiretos e aqueles decorrentes das obras de ampliação, serão criadas 100 novas vagas de trabalho.

Paraíba

O investimento reforça a parceria entre a AmBev e a Paraíba. Maior pagadora de impostos do setor privado, a Ambev gerou em ICMS para o Estado um montante de R$ 65 milhões em 2008 e R$ 74 milhões no ano passado, além de ser a empresa responsável pela geração de mais de 640 empregos diretos e mais de 3.230 indiretos.

Inaugurada em 1987 ainda como fábrica da Antarctica, a Filial Paraíba produz toda a linha de cervejas e refrigerantes da Ambev e abastece da região Nordeste e o Amazonas com garrafas long neck.

Mais investimentos

A AmBev também divulgou aportes de R$ 670 milhões na região Norte e Nordeste, sendo que deste montante, R$ 71 milhões serão aplicados em novas linhas de produção na fábrica de Manaus (AM); R$ 260 milhões na construção de uma unidade em Itapissuma (PE); R$ 144 milhões na duplicação da filial Equatorial, em São Luís (MA); R$ 70 milhões na unidade de João Pessoa (PB) e R$ 125 milhões em unidades fabris e centros de distribuição direta na Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Já no Sudeste e Sul, foram anunciados R$ 867 milhões em investimentos, dos quais, R$ 375 milhões em ampliação das fábricas de Agudos, Guarulhos, Jacareí e Jaguariúna (SP); R$ 300 milhões na ampliação da unidade de Sete Lagoas e no centro de distribuição direta de Uberlândia (MG); R$ 40 milhões na reativação da fábrica de Petrópolis (RJ) e R$ 152 milhões na ampliação da filial de Águas Claras do Sul, em Viamão (RS).

Fonte:http://www.monitormercantil.com.br/mostranoticia.php?id=85463

ACervA Mineira fará brassagem coletiva no Mercado Central. Trata-se de um momento imperdível para aqueles que gostam de gastronomia associado a arte de fazer uma cerveja em casa. A brassagem será dia 16 na parte da manhã.
Sexta, 20 Agosto 2010 02:39

Cursos II

Implementação da norma ISO 17025 em laboratórios da área de alimentos
Data: 02/09/2010
Horário: 8h às 17h
Local: CRQ-IV – Rua Oscar Freire, 2039 Pinheiros – São Paulo/SP
Período de inscrição: 16/08/2010 a 30/08/2010


A Comissão Técnica de Alimentos e Bebidas do CRQ-IV (Conselho Regional de Química – IV Região), juntamente com o Sinquisp (Sindicato dos Químicos, Químicos Industriais e Engenheiros Químicos do Estado de São Paulo), com o intuito de aprimorar os conhecimentos dos profissionais da química que atuam na área de alimentos, promove o curso “Noções sobre a implementação da Norma ISO 17025 em laboratórios da área de alimentos”.

O curso
Reconhecida mundialmente, a norma NBR ISO/IEC 17025 é, atualmente, a ferramenta mais utilizada pelos laboratórios de ensaios para demonstrarem sua competência técnica e atenderem às exigências nacionais e internacionais de qualidade.

Este curso tem como objetivo apresentar a norma, trazendo aos participantes uma visão prática, a qual possibilitará o melhor entendimento dos seus requisitos para a implementação do sistema de gestão da Qualidade nos serviços laboratoriais.

Conteúdo
Apresentação da norma NBR ISO/IEC 17025:2005: Discussão dos itens divididos em 15 Requisitos de Gestão:
1) Organização;
2) Sistema de gestão;
3) Controle dos documentos;
4) Análise crítica dos pedidos, propostas e contratos;
5) Subcontratação de ensaios e calibrações;
6) Aquisição de serviços e suprimentos;
7) Atendimento ao cliente;
8) Reclamações;
9) Controle dos trabalhos de ensaio e/ou calibração não-conforme;
10) Melhoria;
11) Ação corretiva;
12) Ação preventiva;
13) Controle dos registros;
14) Auditorias internas; e
15) Análises críticas pela direção

Requisitos Técnicos divididos em 10 requisitos:
1) Generalidades;
2) Pessoal;
3) Acomodações e condições ambientais;
4) Métodos de ensaio e calibração e validação de métodos;
5) Equipamentos;
6) Rastreabilidade da medição;
7) Amostragem;
8) Manuseio de itens de ensaio e calibração;
9) Garantia da qualidade de resultados de ensaio e calibração; e
10) Apresentação de resultados.

Instrutora: Sandra Heidtmann
Investimento:
Profissionais da química registrados no CRQ-IV R$ 150,00
Estudantes de química cadastrados no CRQ-IV R$ 150,00
Profissionais filiados ao Sinquisp R$ 120,00
Outros profissionais R$ 450,00

No valor, estão incluídos dois coffee-breaks e o fornecimento de apostila. As despesas com almoço, transporte e eventualmente hospedagem correrão por conta do participante.
Ao final do curso será emitido CERTIFICADO.

Realização: CRQ-IV e Sinquisp
Inscrições e Maiores informações:
http://www.sinquisp.org.br

Dúvidas:
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(11) 3287-2318, das 9h às 17h

No valor, estão incluídos dois coffee-breaks e o fornecimento de apostila. As despesas com almoço, transporte e eventualmente hospedagem correrão por conta do participante. Ao final do curso será emitido CERTIFICADO.

Realização: CRQ-IV e Sinquisp
Inscrições e Maiores informações:
http://www.sinquisp.org.br

Dúvidas:
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(11) 3287-2318, das 9h às 17h
A próxima edição do Módulo I ocorrerá no dia 11 de setembro deste ano, com duração de 5h.

Este curso tem ampla formatação e os participantes são convidados ao estímulo e ao aprimoramento sensorial de diferentes estilos de cerveja. O treinamento objetiva a orientação e a formação de degustadores e permite se conhecer profundamente os elementos que diferenciam os estilos de cervejas.

Utilizamos amostras de compostos importados, que simulam aromas e sabores que qualificam positivamente as cervejas, definidos como "on flavors", que a partir destas degustações são enfatizados, em apresentação didática, aspectos moleculares e físico-químicos destes compostos, suas origens no processo de fabricação, além de aspectos relevantes para seus respectivos controles.Neste módulo especificamente trabalhamos cervejas tanto de alta quanto de baixa fermentação, com análise de um flavor característico de cervejas lagers, trabalhamos também as cervejas de trigo, com dois outros compostos evidentes nestas cervejas e ainda com cervejas de longa maturação, a partir da análise sensorial de dois outros compostos evidenciados em cervejas mais complexas e de longa guarda.


O Módulo I do Curso de Análise Sensorial de On Flavors na Cerveja ocorre normalmente aos sábados, tem transporte e material inclusos. Acontece no Espaço de Degustação e Análise Sensorial da Cervejaria Falke Bier, tecnicamente projetado para este tipo de atividade - sendo isento de aromas e odores, barulho e com infraestrutura completa.

Os participantes ainda tem a oportunidade de conhecer as instalações da cervejaria e após as análises, realizamos também uma degustação orientada de diferentes estilos de cervejas onde são identificados os compostos trabalhados durante o curso.

O investimento é de R$190,00 para público em geral e R$160,00 para associados ACervA e CONFECE, pagamento a vista em depósito em conta corrente. No mais, quaisquer outras dúvidas, entrem em contato!

Atenciosamente,


NEC - Núcleo de Estudo da Cerveja
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Gabriela Montandon
Paulo Patrus
Marco Falcone
Terça, 31 Agosto 2010 01:33

Artigo

Muito além da refrescância
As cervejas especiais são opções ricas em sabores e variedades. Se você conhece apenas as “estupidamente geladas”, prepare-se para se surpreender
Publicado em 12/08/2010 Luís Celso Jr. e Carlos Coelho

Cervejas não são todas iguais. Há uma variedade de estilos, características e marcas tão grande quanto a dos vinhos. Quem só conhece a “loira gelada” está perdendo uma ótima oportunidade de experimentar as cervejas chamadas especiais, ou cervejas gourmet. Para apreciar toda a riqueza de sensações que elas podem fornecer, o caderno Bom Gourmet traz informações sobre a cultura da cerveja e como apreciar o que elas têm de melhor, sem que isso signifique estabelecer regras rígidas ou dogmas. Afinal, cerveja precisa ser levada à sério, mas informalidade e descontração são parte essencial do universo cervejeiro.

Mas, afinal, o que é uma cerveja especial e qual a diferença da cerveja comum? São conceitos difíceis de traduzir, enfatizam os especialistas, pois não há apenas uma regra objetiva geral. São bebidas que oferecem “ricas experiências gastronômicas”, como define Daniel Wolff, sommelier especializado em cervejas. “Elas têm maior complexidade e variedade de aromas e sabores e proporcionam uma experiência visual e gustativa diferente”, explica. As cervejas especiais também procuram seguir estilos, cada um com suas características gerais de aparência, aromas e sabores, conta o gastrônomo especialista em cervejas Edu Passarelli. “É um produto com o qual a cervejaria ou o cervejeiro busca agradar o paladar do bebedor, ser fiel a um estilo e não buscar somente massificação, como nas cervejas mais comuns. A qualidade vem em primeiro plano”, conta.

Trata-se, portanto, de um grupo de cervejas diferentes, sejam importadas ou nacionais, de grandes cervejarias industriais ou pequenas cervejarias e cervejeiros artesanais, caras ou baratas. “É uma bebida que dá a cara para bater, de personalidade, que tem informação sensorial”, enfatiza a mestre cervejeira e sommelier de cervejas Cilene Saorin. Mas na hora de comprar ou consumir é difícil identificá-las. Apesar de os fabricantes procurarem enfatizar nos rótulos as características específicas desses produtos, a forma mais segura é buscar informações sobre as cervejas na literatura especializada.

Não há garantias de que por serem especiais elas vão agradar a todos da mesma forma. No entanto, na grande variedade de estilos há uma grande possibilidade de se encontrar alguns de que se goste. “O que eu julgo essencial para quem está começando nesse universo é: esteja aberto à experimentação. Caso contrário, você pode perder a chance de se surpreender com os sabores das cervejas especiais”, completa Cilene.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/bomgourmet/conteudo.phtml?tl=1&id=1034869&tit=Muito-alem-da-refrescancia
Domingo, 05 Setembro 2010 21:55

Canoinhense

A CERVEJARIA QUE É HISTÓRIA A família Loeffler mantém a Canoinhense desde 1924: a receita de sucesso é cuidar dos detalhes na produção Alheio às facilidades da tecnologia, o tempo segue outro ritmo na cervejaria Canoinhense, uma das mais antigas do Brasil no ramo artesanal, provavelmente a mais antinga em funcionamento no País, fundada em 1908. Os ponteiros dos relógios, os poucos encontrados no galpão de fabricação e no casarão do casal Loeffler, correm pelos mesmos segundos daqueles suspensos nas paredes das construções mais modernas da rua Três de Maio, no Centro de Canoinhas, região Norte do Estado. Mas ali, a pressa e o corre-corre da rotina urbana parecem não ultrapassar os portões verdes do imóvel de esquina. As vidas que dão continuidade à atividade parecem seguir a mesma cautela necessária para tornar de forma artesanal a cevada em líquido.Tudo é capricho na propriedade de Rupprecht Loeffler, 93 anos, e da esposa Gerda, 86. As flores e folhagens são tratadas com esmero a ponto de serem acolhidas dentro de casa nos primeiros indícios de geada. Já os horários e datas, ainda que sentidos em outro compasso, são seguidos com rigidez. O bar, que fica no número 154 da rua Três de Maio, onde é vendida a produção de 2.780 garrafas mensais, abre às 8h30 e fecha exatamente quando o sol se põe – por isso, é normal que no verão os visitantes sejam atendidos em um horário prolongado. E é exatamente uma vez ao mês que o processo de fabricação de quatro tipos de cerveja movimenta o expediente dos dois únicos funcionários da pequena cervejaria.Os cervejeiros Raul e Tadeu colocam em prática os ensinamentos do senhor Loeffler, passados pelo seu pai, Otto, e que ele transmitiu aos filhos, netos e bisnetos. Raul e Tadeu não são da família, mas preservam o legado como se fossem. Os funcionários são aposentados e exercem as funções de mestres cervejeiros, atendentes e caixas do bar, enquanto a saúde de Loeffler se restabelece.A cevada, ingrediente principal da produção, é moído em instrumentos extintos nas grandes cervejarias do mundo. A planta vem de Guarapuava, no Paraná, e após passar pelo primeiro processo é levada ao tacho para cozinhar. A água, essa sim, ingrediente de exclusividade dos Loeffler, vem do poço que fica no subsolo da construção, o mesmo que abastece a residência do casal. Livre de cloro, o líquido que se mistura ao suco extraído da cevada volta para o tacho, agora fervido com o lúpulo – espécie de trepadeira responsável por conferir à cerveja o sabor amargo e o aroma característico da bebida.A mistura é posta para resfriar, até alcançar a temperatura ideal para ocupar o tanque de fermentação. A cerveja em seu estado primário adormece de seis a sete dias. Pronto para descansar em cinco barris centenários, trazidos da Alemanha pelo pai do proprietário, o líquido aguarda o engarrafamento durante dois dias para ser gaseificado e lacrado em garrafas reaproveitadas. Parte da produção não passa pela pasteurização, o que acrescenta mais uma qualidade nas cinco variáveis da Canoinhense. O chope, que pode ser claro ou escuro, tem um prazo de validade mais curto e colarinho mais generoso, mas o sabor, dizem os amantes da bebida, é um presente ao paladar, ainda mais se for servido bem gelado.A fabricação esconde em seus detalhes a receita da longa vida das marcas Jahú (pilsen), Mocinha (pilsen suave), Nó de Pinho (kulmbach) e Canoinhense Malzebier. O fermento é o reaproveitamento de uma sequência de produção que iniciou em 1924 com a família Loeffler. O que dá fidelidade ao sabor precisa de importantes cuidados que, se esquecidos, quebram uma corrente quase centenária. Para tanto, Raul faz questão de trocar semanalmente a água que mantém o fermento em perfeito estado de conservação.O único procedimento que foge aos aprendizados familiares, talvez a única inovação incorporada após a compra da cervejaria, está na lavagem dos engradados. O trabalho que antes era manual – os funcionários usavam escovões para retirar os restos de fermento no fundo da garrafa –, agora é feito em uma espécie de moinho. O equipamento nada moderno, porém útil, mergulha os vidros vazios, retirando os resíduos de cerveja. Isso porque a maioria das embalagens são reaproveitadas.A economia também está no uso dos rótulos. As garrafas que são consumidas no local não são identificadas com os selos de papel. Neste caso, a originalidade do líquido é com- provada pela coloração das tampas: a verde, Nó de Pinho; a amarela, Mocinha; a verme- lha Canoinhense Malzebier; e a azul, Jahú. Fonte: A Noticia. AN.com.br. http://www.clicrbs.com.br/anoticia/jsp/default2.jsp?uf=2&local=18&source=a3028281.xml&template=4187.dwt&edition=15436§ion=1205--
Segunda, 06 Setembro 2010 00:21

Viagens


Grandes Amigos e Grandes Encontros

Frederico Rocha Monteiro é um amigo em comum que tenho com o nosso associado Humberto "CCJ" Mendes. Fred é irmão de Rafael Rocha Monteiro, um grande amigo que tenho a mais de 20 anos e que nos conhecemos no Colégio Pitágoras do Bairro Cidade Jardim, em Belo Horizonte. Rafael fazia parte do antigo e famoso "Trio Gandaia Produções" onde eu, Henrique, e João Eduardo de Faria Neto, éramos sócios.

Rafael mudou-se para Brasilia e por lá casou-se e João Eduardo fez o mesmo neste último dia 21 de agosto. Bom, Rafael ficou "geograficamente" distante mas por incrível que pareça seu irmão o "substituiu" muito bem! Encontramos primeiramente no Frei Tuck onde ele fez o curso de produção de cervejas caseiras com o Danilo Mendes junto com o Humbertão CCJ. Dalí ele não parou mais! Passou a curtir a cerveja como parte de um grande e prazeroso Hobby. Não bastasse as minhas andanças pelo mundo a fora encontro este camarada no Aeroporto Internacional de Miami voltando para Belo Horizonte. Com sua esposa, tomamos uma boa cerveja e colocamos o papo em dia. Das que saboreamos, Negra Modelo foi uma pequena amostra de uma Amber Lager Mexicana. (veja avaliação no site do Mauricio Brejas www.brejas.com.br/cervejas/mexico/negra-modelo/ ). Conversa vai, conversa vem, já vou anunciando que em breve teremos o Fredão como novo associado. Seu fascínio pela cerveja está o levando a criar uma daquelas cervejas maravilhosas que tanto gostamos. Falta pouco para colocar o seu desejo em prática.

Fredão chega para a turma logo cara!
Um abraço! Pão e Cerveja!
Henrique Oliveira.

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