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Segunda, 26 Abril 2010 11:06

Resultados da Ambev 2009



Retransmitimos a Mensagem dos acionistas

O ano de 2009 foi um bom ano para AmBev, apesar das incertezas de mercado existentes no começo do ano na maioria das regiões que atuamos. O Brasil teve um resultado melhor do que o esperado devido a um ambiente macroeconômico positivos e a ganhos de market share nos mercados de cervejas e refrigerantes e bebidas não carbonatadas e não alcóolicas. A Quinsa obteve bons resultados apesar do fraco desempenho da indústria, enquanto o Canadá, que enfrentou um cenário desafiador em virtude de um fraco desempenho do mercado, conseguiu entregar resultados estáveis. O EBTIDA consolidado cresceu 12,3% em 2009, se comparado a 2008, atingindo R$ 10.361,1 milhões, com crescimento de 5,1% no volume consolidado.

O crescimento de 5,7% da receita por hectolitro, combinado com o aumento dos custos por hectolitro de apenas 0,7% e com o aumento de 15,8% nas despesas gerais e administrativas, principalmente devido a um aumento nos investimentos no mercado e na despesa com remuneração variável, resultou numa melhora da margem EBTIDA em 50 pontos base no ano.

No Brasil, o clima melhor, um carnaval tardio e nosso foco em inovações auxiliou nosso negócio de cerveja, resultando um crescimento de 9,9% em volume e de 10,9% no EBTIDA em 2009, o um declínio na margem de 70 pontos base. Ao mesmo tempo, nosso negócio de RefrigeNanc teve um crescimento de volume de 8,1% devido a bons resultados da nossa gestão de preços e ao crescimento da indústria. O EBTIDA de RefrigeNanc cresceu 18,6% no período, com uma expansão de margem de 280 pontos base.

João Castro Neves, Diretor Geral da Ambev, comenta: "Nós estamos muitos satisfeitos com o nosso resultado em 2009. Nosso EBITDA normalizado cresceu dois dígitos com crescimento de volume de 5,1% em comparação a 2008. Num ano em que tivemos significativo aumento de impostos no Brasil e no qual a maioria dos países enfrentou queda de volume em comparação com o ano anterior, tenho certeza que a qualidade da nossa gente e nossas marcas fizeram a diferença e vamos trabalhar duro para manter nosso caminho de crescimento com rentabilidade". (...)

(...) O Fluxo de Caixa Operacional atingiu R$ 8,7 bilhões crescendo 23,7% no ano, não apenas devido ao nosso desempenho de EBTIDA, mas também à melhora no gerenciamento do capital empregado. "Nosso forte desempenho de 2009 resultou num endividamento líquido menor e numa posição financeira ainda mais sólida, o que justifica a revisão do risco de credito de longo prazo pela Standard & Poors Rating Services para BBB+" comenta Nelson Jamel, Diretor Financeiro da AmBev.

Continuamos comprometidos em encontrar a melhor maneira de criar valor para os nossos acionistas. Em 2009, distribuímos R$ 3.560,5 milhões em dividendos e juros sobre o capital próprio. João Castro Neves, Diretor Geral da AmBev, comenta: "Nossos resultados em 2009 demonstraram que nós estamos na direção correta. Nós conquistamos esse resultado de acordo com nosso foco na manutenção de uma eficiência de nível mundial, incorporada em todo nosso ciclo de produção, compras e vendas, o que nos ajuda a transformar gastos evitados em investimentos. Com as economias obtidas somos capazes de investir mais para nos conectarmos com nossos consumidores e ganhamos a preferência no mercado de uma maneira consistente e rentável. Todas essas conquistas são resultado do comprometimento e da qualidade de nosso maior ativo -- nossa gente--, que tem uma vontade permanente de se superar com uma execução extraordinária, mesmo em condições desafiadoras nos diversos mercados que atuamos".

Destaques Financeiros 2009:

Volumes Totais 154.722,3 (+5,1%)
Volume Cerveja 110.686,5 (+5,9%)
Volume RefriNanc 44.035,8 (+3,0%)
Receita Líquida 23.194,0 (+11,1%)
Lucro Bruto 15. 462,1 (+13,8%)
Margem Bruta 66,7% (160 bps)
EBTIDA 10.557,7 (+15,2%)
Margem EBTIDA 45,5% (170 bps)
Lucro Líquido 5.986,1 (+16,9%)

Fonte: Valor Economico, 4 de março de 2010, pagina A25.
Quarta, 28 Abril 2010 18:02

Industria Cervejeira

Germania abre 20 lojas para vender chope em São Paulo.
A fabricante de chope Germânia pretende expandir suas atividades este ano com a abertura de pelo menos 20 lojas no Estado de São Paulo, Estado que concentra 90% da distribuição do seu principal produto, o chope. Com a iniciativa, que prevê um investimento mínimo de R$ 3 milhões, a companhia prentende crescer 30% ao longo de 2010 com a entrega da bebida em festas e eventos, principalmente, além de bares e restaurantes.
Para a abertura de uma nova unidade será preciso investir pelo menos R$150 mil, feita através de concessões de marca. A expansão visa cidades do interior paulista, entre elas Franca Marília, Assis, Araras e Leme.
Fonte: Revista Engarrafador Moderno, pg52.
Quarta, 28 Abril 2010 18:16

Industria Cervejeira II


FEMSA traz ao Brasil sofisiticadas marcas européias do segmento premium


Segundo dados do mercado, o segmento premium cresce a cada ano no Brasil e chega a movimentar anualmente cerca de R$ 300 milhões. E, para consolidar-se neste mercado, a FEMSA Cerveja Brasil trouxe cinco tradicionais e sofisticadas cervejas européias, que integram o portfólio internacional da Heineken, ao mercado brasileiro. Os consumidores que buscam uma bebida de renome e com sabor especial já podem encontrar as internacionalmente consagradas Amstel Pulse, da Holanda, Birra Moretti, da Itália; Edelweiss, da Áustria; Murphy's Irish Stout e Murphy's Irish Red, ambas da Irlanda.


Cada uma destas cervejas se destaca por apresentar um sabor diferenciado e qualidade premium. Os produtos podem ser encontrados em supermercados, empórios, restaurantes, bares, casas noturnas, entre outros.


Fonte: Revista Engarrafador Moderno, pg 09.
Quinta, 29 Abril 2010 09:45

Falke Bier

Falke Bier estréia no "À Mesa Bistronomique" com chope Weiss.


Segunda, 03 Maio 2010 21:55

Cerveja em lata


1935: Surge a Cerveja em Lata
de:DW-world.de (Deutshe Welle)

Nos Estados Unidos, a cerveja em lata começou a ser produzida no dia 24 de janeiro de 1935. De fácil transporte, descartável, e sem exigir vasilhame, a no embalagem logo se impôs entre os americanos.

Antes da introcução do pagamento de depósito para bebidas em embalagens descartáveis, cerca de seis bilhões de bebidas em lata chegaram a ser consumidas anualmente pelos alemães, aumentando a enome montanha de lixo da sociedade moderna.

Testes provaram que a embalagem de metal em nada modifica o gosto da bebida e, além disto, a mesma marca de cerveja é mais barata em lata do que em garrafa. Assim, aumentou cada vez mais o número de adeptos da bebida enlatada. O perfil de seu consumidor é claro: ele pensa de forma prática e procura economizar nas suas compras.

Cultura Subversiva: Jürgen Kron, autor do livro de cerveja enlatada, afirma: "A cerveja em lata é coisa para as pessoas que têm uma concepção cultural subversiva. A lata é odiada pelos ecologistas e adorada pelas pessoas que ainda têm uma estreita ligação com a própria juventude, com cultura proletária, com um clube popular de futebol como o Schalke 04, com a rebelião e que sempre tiveram atritos com os pais".

Ele estudou muitos consumidores de cerveja em lata e cheou à conclusão de que, sem a bebida enlatada, seria impensável um dos grandes movimentos socioculturais do século 20: desde o começo a lata de cerveja foi um dos pilares de sustentação da cultura dos motoqueiros. Ela é leve, pequena, facilmente descartável e não traz o risco de ferimento com cacos de vidro. Nenhuma revolução púbere contra as regras de bom-tom à mesa tem muita graça sem bebida enlata.

Forma de protesto: Cultura underground, subversão e literatura - estes conceitos levam diretamente ao autor americano Charles Bukowski "Tudo na minha mão, que empunha uma lata de cerveja, é triste, até mesmo a sujeira debaixo das minhas unhas; esta mão rígida com a mão de uma máquina, mas não: a pressão mágica que ela se fecha em torno da lata de cerveja é a mesma que parte das raízes e empurra um gladíolo da terra, em direção à luz e ao sol, e que faz a cerveja fluir para dentro de mim".

Este texto lírico da literatura underground seria impensável sem a invenção do fabricante ameiricano de cerveja George Newman. No dia 24 de janeiro de 1935, ele lançou ao mercado a primeira cerveja enlatada, em Richmond, no Estado da Virgínia. Em pouco tempo, a demanda superou as suas previsões mais otimistas. Na Alemanha, a firma Schumalbach-Lubeca produziu a sua primeira cerveja em lata no ano de 1937.

Na época, as latas ainda eram abertas da mesma maneira como as garrafas: arrancando a tampinha de metal com uma chave. Ainda tardaria a invenção da argola (ring pull) que é puxada, abrindo a lata sem uso de ferramenta adicional.

Fonte: Jornal O Debate - Edição no.2485-Belo Horizonte-Março de 2010.
Terça, 23 Março 2010 15:23

Dialetos de Degustação

Por Alexandre Marcussi, em materia no Site Brejas:
http://www.brejas.com.br/blog/23-03-2010/dialetos-de-degustacao-5224/

“Dimetil-o-quê?”

Convenhamos que traduzir em palavras uma experiência do paladar como a de beber uma boa cerveja não é das tarefas mais gratas. As palavras são traiçoeiras. Podemos ser facilmente capazes de reconhecer certas sensações provocadas em nosso paladar ao experimentá-las repetidamente, mas nem sempre somos igualmente felizes ao tentardescrevê-las para as outras pessoas. Muitas vezes, duas descrições completamente diferentes para uma mesma cerveja se devem muito mais a esse fenômeno de “Torre de Babel” do que a diferenças reais na percepção das pessoas envolvidas: elas podem parecer discordar completamente, mas na verdade só escolheram palavras diferentes para falar das mesmas coisas.

Isso se deve, em grande parte, às peculiaridades da nossa memória olfativa. Tendemos a associar aromas e sensações a experiências de nossa vida nas quais pudemos perceber sensações semelhantes. A associação entre memória olfativa e afetiva é muito forte, o que faz com que certas sensações tenham forte ressonância em nossa memória. É só lembrar que um dos maiores romances do século XX, Em busca do tempo perdido, de Marcel Proust, começa quando o narrador põe na boca uma madeleine, espécie de biscoito amanteigado tipicamente francês, o que evoca uma cascata de memórias da infância. Degustar cervejas pode se tornar, igualmente, uma experiência interessantemente evocativa: outro dia senti em uma cerveja um aroma que me remeteu diretamente a um brinquedo que eu tinha quando era criança, me trazendo memórias eu julgava perdidas. Contudo, esse é o tipo de associação muito difícil de comunicar: será que mais alguém teve o mesmo brinquedo na infância e o associou a esse mesmo aroma que eu senti?

As discrepâncias na linguagem e no vocabulário sensorial usado para descrever cervejas podem desencorajar alguns iniciantes e iniciados ao mundo das degustações. Quantas vezes, ao lermos uma descrição que destoou das nossas impressões, não achamos que “não sabemos” beber cerveja e nem identificar “corretamente” suas características? Outras pessoas, diante disso, já começam a achar que então esse papo de degustação é tudo invenção, pedantismo, esnobismo. Calma lá. Talvez tudo isso possa ser mais facilmente compreendido se tentarmos entender os diferentes “dialetos” ou jargões usados pelos degustadores, tanto profissionais quanto amadores. Existem algumas formas mais técnicas e objetivas de descrever uma cerveja, e outras formas mais intuitivas, “impressionistas”, cada uma das quais tem as suas vantagens e desvantagens. A tradução de uns para outros pode, como qualquer tradução, ser uma ciência tanto inexata, mas ainda assim é algo possível e louvável.

Não é difícil entender a utilidade de termos técnicos para orientar degustações e descrições de estilos. Quando se estabelecem nomes padronizados para certas características objetivas, como determinados compostos químicos que exalam certos aromas específicos, boa parte da incompatibilidade nas descrições pode ser minimizada. Tomemos o exemplo do DMS, sigla para “dimetil-sulfeto”, um composto químico produzido a partir do malte e que pode ser reconhecido em diversas cervejas, especialmente lagers claras. O aroma dessa substância pode ser associado a milho verde, a legumes cozidos, a aspargos em conserva, a repolho cozido e a frutos do mar. Eu adicionaria ainda uma associação tipicamente brasileira, pelo menos quando essa característica está bem evidente: a pamonha. Para piorar, dependendo do tipo de cerveja, o DMS pode assumir outras características: em cervejas escuras, pode ser facilmente associado a molho de tomate. Além disso, é comum que ocorra associado a outro composto que pode lembrar aromas de cebola cozida e alho.

Complicou, né?

Diante disso, falar em DMS (em vez de todas essas associações disparatadas) pode reduzir as ambiguidades e ajudar a criar um vocabulário mais “neutro” para que dois degustadores possam se entender. Isso é especialmente importante no caso de degustações profissionais dentro de cervejarias, onde é preciso reconhecer a ocorrência de determinadas substâncias para identificar problemas na produção (o DMS, por exemplo, pode indicar que o mosto precisa ser mais bem fervido); ou então no caso de competições, em que os jurados precisam identificar certas características específicas que podem ser aceitáveis ou não em determinados estilos. O DMS é aceito em pequenas quantidades numa Munich helles, mas já é problemático numa bitter ale, por exemplo. Há diversos graus de tecnicismo possíveis no linguajar de degustação, desde coisas mais genéricas como diferenciar “malte” de “lúpulo” (sim, isso já é um critério técnico!) até aspectos tão específicos quanto o bendito DMS.

Aperfeiçoando a linguagem

Para quem estiver interessado nesses descritores técnicos (eles são super úteis para homebrewers!), um bom número deles pode ser encontrado, por exemplo, no recente livroTasting Beer, de Randy Mosher. Outra possibilidade, que dispensa encomendas de livros importados, pode ser dar uma olhada nas “fichas de sabor” (flavor files) produzidas pelaFlavorActiv, companhia inglesa especializada em gestão sensorial de cervejas, e disponibilizadas gratuitamente no site da empresa:http://www.flavoractiv.com/bfs_orders/?lang=en&page=order. As fichas de sabor acompanham e descrevem as especificações técnicas das cápsulas de aromas solúveis produzidas pela companhia, mas só a leitura da ficha e dos termos sensoriais associados a cada substância já pode ajudar a reconhecer algumas dessas características.

Então poderia parecer que a linguagem técnica seria uma espécie de panaceia universal para uma “boa” avaliação. Mas não é bem assim. E isso porque uma avaliação absolutamente técnica é extremamente árida e nem um pouco evocativa. “Levedura sensorialmente dominante, com altas concentrações de butirato de etila e 4-vinil-guaiacol.” E aí, soa apetitoso? Quem sabe se nós traduzirmos para “perfume intenso, em que se misturam aromas de frutas tropicais e amarelas, como abacaxi em calda, e de especiarias, remetendo a cravo”? Ah, agora, sim, deu vontade de beber uma Leffe Blonde! E, além de a descrição técnica ser muito chata, ela ainda por cima é completamente incompreensível para 99,9% das pessoas. Duvido que você vá “beerevangelizar” muita gente com 4-vinil-guaiacol. Por isso, os sommeliers optam normalmente por empregar uma linguagem mais intuitiva, apelando a associações (nem sempre perfeitas) com a memória olfativa mais ou menos compartilhada pelas pessoas, pelo menos dentro de uma determinada cultura que consome certos tipos de alimentos. Tudo para despertar e aguçar o paladar e a afetividade para as sensações que as boas cervejas nos reservam. O célebre Michael Jackson (o sommelier, não o popstar) é um dos mestres em descrições selvagemente impressionistas, muito evocativas e ao mesmo tempo embasadas em um profundo conhecimento técnico do assunto.

Afinal de contas, essa cerveja tem banana ou compota de pera?

OK, pode ser que certas substâncias sempre gerem alguma medida de confusão numa linguagem mais intuitiva. “Afinal de contas, essa cerveja tem banana ou compota de pera?” Bem, a rigor, talvez ela só tenha acetato de isoamila mesmo. Mas isso quer dizer muito pouca coisa em termos do quanto é gostoso beber uma boa Weissbier! Cada degustador (aqui no Brejas, inclusive!) tem seu estilo de escrita e sua preferência por este ou aquele “dialeto”, esta ou aquela associação sensorial. Cada linguagem tem suas virtudes e seus problemas, e cada público vai responder diferentemente a esta ou aquela forma de falar ou escrever. Por isso um ambiente em que haja uma pluralidade de estilos de avaliação é tão rico e instigante. Talvez o mais interessante, como sempre, seja a possibilidade de traduzir e de criar a sua própria “receita”, o seu estilo, o seu meio-termo entre os dialetos da “tribo”. O que quer que ajude a compartilhar o prazer de beber uma bela cerveja. Um brinde, com gosto de banana ou com acetato de isoamila!

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