Painel de Login

Próximos Eventos

Não há eventos próximos
Quinta, 18 Março 2010 08:18

St. Patrick's Day II


Terça, 23 Março 2010 15:28

Brooklin Brewery & Brazilways

Brazilways traz Garret Oliver ao Brasil, em "duas apresentações".



Salve Salve Cervejeiros!

A Brazilways do nosso amigo Iron Mendes está lançando as cervejas da Brooklyn Brewery na próxima semana em todo Brasil. Como parte das ações desse lançamento ele trará ao país nada mais nada menos que Garrett Oliver, sócio proprietario desta cervejaria para São Paulo entre os dias 29 e 31/março. (pois é...faltou tempo na agenda dele para um tour pelo Brasil).

Um evento em particular será de fato bem legal pra quem curte culinária e cervejas importadas. A programação consiste:


Outro evento bacana será um jantar harmonizado no L’Entrecôte de Paris dia 29/março, às 20:00h. Reservas (11) 3078-6942.

Garrett conhece o Cássio Picollo e Edu Passarelli e desta forma ele fará uma visita ao Bar Frangó e ao Restaurante Melograno no dia 31/março, mas ainda não tenho detalhes. Quem tiver exemplares do “The Brewmaster’s Table” é uma boa oportunidade pra pegar um autógrafo do autor. Fica aí a dica pra quem puder se programar.

Ah, as long-necks da Brooklyn terão preço sugerido de R$8,10 em auto-serviço e R$9,90 em bares/restaurantes de todo Brasil.

Cheers!

Brazilways. Contatos (41) 30247949. http://www.brazilways.com.br/
Foto: Brazilways & Photo Courtesy of Garrett Oliver

Terça, 23 Março 2010 18:40

Guinness

Guinness lança cerveja clara para atrair consumidor jovem

A cerveja irlandesa Guinness, conhecida em todo o mundo como uma das mais tradicionais cervejas pretas, ganhou nesta terça-feira uma versão clara. A chamada "Black Lager" (Lager Preta) só tem de escura a cor da garrafa, uma embalagem de 330 ml que será comercializada na Irlanda do Norte em caráter de testes e com o objetivo de atrair, principalmente, o público jovem.

De resto, a Guinness Black Lager é uma cerveja clara clássica, ao estilo de outras fabricadas por marcas da multinacional britânica Diageo como Harp, Heineken e Tusker.
Acompanhando seu lançamento, a Diageo desenvolverá uma intensiva campanha de publicidade para atrair os mais jovens, que, até certo ponto, associam a cerveja escura a consumidores de idade mais avançada ou a turistas, principalmente na Irlanda e no Reino Unido.
Em comunicado, o diretor da Diageo na Irlanda, John Kennedy, afirmou nesta segunda que a nova cerveja tem um "sabor único" graças a aplicação de novas tecnologias na velha arte da fermentação da cevada e do lúpulo.

"Com esta lager, os mestres cervejeiros da Guinness beberam de 250 anos de rica herança para levar o prazer de desfrutar da cerveja clara a um novo nível", afirmou Kennedy.

Fonte: EFE e http://not.economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201003231655_EFE_78844713
Quarta, 24 Março 2010 11:48

ACervA Carioca

A vez da cerveja caseira
No início, era pura diversão. Agora, o passatempo doméstico começa a ganhar ares profissionais
Rafael Sento Sé
Ismar Ingber


Sérgio Fraga: experiências na cozinha resultaram em bebida com bom potencial de venda

Não parece, mas fabricar cerveja na cozinha do apartamento é mais fácil do que se imagina. Basta ter à mão os apetrechos necessários e frequentar um curso de noções básicas. A parte complexa é conseguir, em casa, uma bebida de sabor minimamente equilibrado – o que exige um bom tempo de prática na manipulação de grãos, extratos e leveduras. Até isso acontecer, litros e litros da mistura de água, cevada e lúpulo costumam ir direto para o ralo.

Com perseverança e empenho, no entanto, é possível chegar a uma fórmula que não faça má figura diante das similares vendidas nos supermercados cariocas e das marcas consagradas. Foi o que aconteceu com o analista de sistemas Sérgio Fraga. Em seu processo de aprendizado, ele acabou sendo expulso da cozinha pela mulher e teve de se contentar com um fogareiro instalado na área de serviço. Mas a persistência valeu a pena. Em parceria com um sócio, ele acaba de montar uma pequena fábrica em Vargem Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, com capacidade para produzir 6 000 litros da bebida por mês. Feita de grãos de trigo, a Fraga Weiss junta seu sobrenome à variedade alemã escolhida. "Foram cinco anos até chegar lá", diz.
Ambiciosa, a meta de Fraga é repetir a trajetória trilhada por alguns de seus pares no exterior, gente que começou a produção artesanal como passatempo e hoje ganha a vida assim. Nos Estados Unidos, a fabricação doméstica tem 20.000 adeptos, e o mais impressionante é que, juntos, eles já respondem por quase 10% do mercado americano. Por aqui, os números são bem mais modestos: teríamos 900 aficcionados, 100 deles instalados no Rio. O crescimento, porém, é constante. Apenas no ano passado, 120 pessoas frequentaram as aulas promovidas pela Associação dos Cervejeiros Artesanais (Acerva), que ministra os cursos na cidade. E pelo menos 10% declaram a intenção de levar a brincadeira a sério. "Durante anos os brasileiros só tiveram acesso ao tipo pilsen. Há uma demanda reprimida por outras variedades", explica Leonardo Botto, diretor da entidade.

Além da natural curiosidade exercida pela bebida, a procura pelo curso pode ser explicada pelos baixos custos iniciais. Para se tornar um cervejeiro amador, o desembolso para adquirir um kit básico sai por menos de 630 reais (veja o quadro). Outro fator de atração é o processo de fabricação. Relativamente simples, a produção demora em média cerca de oito horas, incluindo aí moagem dos grãos, fervura, filtragem, resfriamento e limpeza do material utilizado. A mistura fica então guardada na geladeira por duas semanas. Concluída a primeira etapa, o líquido é acondicionado em garrafas, onde a fermentação prossegue até que o mestre-cervejeiro decida parar. Depois, basta beber – e conferir se algum dia o hobby pode se transformar em bom negócio.

Quarta, 24 Março 2010 16:58

O mito da cerveja má

Autor: Márcio Rossi
Originalmente publicado na Semana do Leitor do Brejas:
http://www.brejas.com.br/blog/24-03-2010/o-mito-da-cerveja-ma-5222/

O mito da cerveja má

Terminaram devorados nossos parentes do pleistoceno que indagaram-se sobre as intenções do Tigre de Sabre encontrado no caminho de volta a aldeia. Decidir rapidamente entre bom e mau foi uma habilidade essencial na evolução da humanidade. Tanto que o mundo foi separado dessa forma. Tudo fazia sentido e sobrevivíamos para deixar descendentes e assim dar continuidade da espécie. O efeito colateral deixado foi a incorrigível compulsão por separar tudo entre dois extremos opostos, qualificando tudo que se apresente de uma forma ou de outra.

O sujeito passou a vida bebendo da mesma cerveja. Em sua trajetória passou por alguns rótulos e por fim escolheu o seu. Inspirado pelo instinto ancestral, ele separou o mundo da cerveja entre boa - a dele - e má, as dos outros. Havia paz e equilíbrio. Alheio ao fato de que as boas e as más eram mais ou menos parecidas, ele seguiu feliz até esbarrar em outro tipo de cerveja. Então ele precisou decidir se continuaria pelo caminho de onde vinha ou se exploraria o universo de opções que se apresentava. Minha história e provavelmente a sua coincidem com a segunda alternativa, vamos falar mais dela.

A passagem de um estilo de cerveja e meia dúzia de rótulos para centenas de estilos e milhares de rótulos pode ser confusa. Dessa forma, recorremos ao instinto ancestral e implementamos a dualidade que nos permite ver as coisas de forma organizada: a cerveja que bebíamos era ruim, a que bebemos agora é boa. O neófito se informa, alarga seu conhecimento, experimenta. Acaba descobrindo como a cerveja é feita e acredita entender porque a cerveja que ele bebia antes - e a grande maioria do universo ainda bebe - seria ruim. Lei da Pureza, puro malte, lúpulo, lager e ale integram o novo vocabulário. E nesse ponto ocorrem uma profusão de equívocos envolvendo o ponto central deste artigo: afinal de contas, o que é cerveja boa?

Equívoco número 1 Reinheitsgebot, A Lei da Pureza.
Ela costuma ser invocada como garantida de qualidade. Para começar, a Reinheitsgebot define apenas uma escola específica, a alemã, enquanto temos ainda pelo menos outras duas escolas clássicas, a inglesa e a belga, sendo que esta última usa e abusa de adjuntos - inclusive açucar - para produzir algumas das melhores do mundo. Ou seja, existe cerveja boa que não é Reinheitsgebot. E vice-versa. Sim, vice-versa. A cerveja pode seguir rigorosamente a Lei da Pureza e ficar ruim devido a problemas no processo de fabricação, carregando consigo os famigerados off flavors.

Equívoco número 2: cerveja leve é medíocre, é água suja.
Temos mais de uma centena de estilos oficiais de cerveja, alguns deles especificam cervejas leves. Elas são, disparado, o tipo mais consumido do planeta. E não é por mero acaso: as pale lagers são cervejas refrescantes fáceis de gostar por serem leves e pouco amargas. E são dificilíssimas de serem feitas. Exatamente devido à leveza, o processo deve ser rigorosamente controlado pois qualquer concentração de off - flavor ficaria destacada. Isso efetivamente acontece com muitas cervejas comerciais e tem pouco a ver com os ingredientes usados ou mesmo estabilizantes e antioxidantes. Sobretudo, essas cervejas são feitas em volumes oceânicos em estabelecimentos dispersos e precisam manter suas características, uma proeza hercúlea. E ainda assim, existem exemplos de boas cervejas comerciais, leves e bem feitas.

Equívoco número 3: O milho e os famigerados cereais não maltados.
Virou moda entre os neófitos desdenhar cervejas comerciais porque seriam supostamente feitas de cereais não maltados (mesmo por gente que sequer tem idéia do que seja malte), marcadamente milho. Coitado do milho. Jack Daniels é feito de milho e é um bourbon de sucesso. Muita coisa boa é feita de milho. Cerveja não, é verdade. Mas a César o que é de César. No passado o uso de gritz de milho e arroz (grão triturado e no caso do milho separada a parte oleaginosa) servia como fonte adicional de nutriente para a levedura. Dá tanto trabalho para processar que tem caído em desuso e muitas cervejas que declaram cereais não maltados em seu rótulo não utilizam nenhum, apenas deixaram a descrição pela comodidade de poder utilizá-los se e quando necessário. A bola da vez se chama high maltose e é um açucar idêntico ao encontrado no malte, mas extraído do xarope de milho e sem interferência direta no sabor da bebida. O famoso aroma de milho cozido das cervejas leves deve-se a um composto chamado de DMS que tem sua origem no malte. Sim, no malte. Você encontrou aroma de legumes cozidos, milho em sua cerveja? É um defeito e também uma prova de que ela foi feita com malte! Sobretudo, existe uma legislação nacional, a nossa lei da cerveja segundo a qual um máximo de 10% do peso do extrato primitivo pode ser de açucares adicionados, sendo os adjuntos permitidos até o máximo de 45% do total do extrato.

Mas afinal, o que faz uma boa cerveja?
Ingredientes de qualidade combinados em uma boa receita executada em um processo controlado. O componente final é você. A cerveja pra ser boa, tem agradar a você. Não interessa se agrada a todo o mundo e para você não tem graça. Do mesmo modo, é preciso respeitar a escolha alheia, evitando a armadilha da arrogância ao posicionar-se diante de pessoas com preferências diferentes, ainda mais se a intenção for beer-evangelizá-las.
Por Fernando Quadros

No último sábado dia 20/03/10, no restaurante Paladino, terminou mais um curso básico de elaboração de cervejas artesanais ministrado pelo mestre Danilo Mendes, responsável pela cerveja Gerais e pela Taberna do Vale. Foi a 16ª turma que pode assimilar todos os ensinamentos, dicas e direcionamentos para execução da primeira fabricação. A turma era composta por 9 pessoas das mais diferentes formações, porém com o mesmo entusiasmo para absorver todos os conhecimentos necessários para iniciar a jornada de produção de cervejas artesanais.

O tipo de cerveja escolhida para fabricação foi a Red Irish Ale que se encontra em maturação e em breve poderá ser degustada como fruto de muito trabalho e aprendizado. Parabéns ao Danilo e aos que puderam participar como a RockBeer. Um bom proveito dos ensinamentos e Let’s Brew!!!





Segunda, 29 Março 2010 17:21

Brew Day na Cervejaria Colorado

Marcelo Carneiro, da Colorado e o cervejeiro Cristiam Rocha

Por Márcio Rossi

Ribeirão Preto é uma cidade cujo nome remete imediatamente à bebida que a fez famosa: o chope. Não é à toa, ali faz um calor danado e nada como um chopinho para refrescar. Quando a família de Marcelo Carneiro ali chegou, cheia de ideias para sua cervejaria artesanal, precisou enfrentar a descrença dos que evocavam a tradição centenária da indústria cervejeira na cidade. Ironicamente, a lendária Antárctica de Ribeirão Preto fechou suas portas e hoje a Cervejaria Colorado é a única fábrica de cerveja da cidade.

E foi nessa fábrica, fundada por cariocas em território paulista e localizada na rua Minas que aconteceu o Brew Day Colorado com participação das ACervAs Carioca, Paulista e Mineira. Enquanto a Colorado produzia uma de suas cervejas, cada ACervA elaborava uma receita em cozinhas de pequeno porte adquiridas e disponibilizadas pela Colorado para esse fim. Inédito no Brasil, o evento reuniu ainda cervejólogos, bier sommeliers, jornalistas especializados e muitos, muitos amigos da boa cerveja.

A festa começou na manhã de sábado. A ACervA mineira madrugou no local com o cervejeiro Cristiam Rocha(Profana-Juiz de Fora) batendo à porta já às 7:00 da manhã; ele chegara de longa viagem animadíssimo para colocar a mão na massa. Juntaram-se a ele na elaboração e produção Zé Augusto, Roberto Aquino (A Nossa - Itabira) e Álvaro Monteiro. A receita foi ajustada nos momentos finais pelo Cristiam e Zé Augusto conforme os materiais disponíveis: uma belíssima Imperial IPA. Enquanto isso a ACervA Paulista brassava uma cerveja de centeio e a Carioca uma Double Triple.

Microfones, filmadoras e fotográficas profissionais e amadoras trançavam de um lado para outro. Fabiana Arreguy e Marco Falcone gravaram depoimentos para o Pão&Cerveja da CBN BH. Maurício Beltramelli registrava tudo para o TV Brejas. Enquanto isso pipocavam flashs por todos os lados. Muito movimento, barulho e calor, este generosamente combatido por chopes e cervejas Colorado à vontade, além de garrafas e mais garrafas de produções artesanais que circulavam. Dentro dos escritórios um farto café da manhã cuidava de prover energia aos convidados. Nesse clima confraternizavam-se todos, ricas trocas de experiências ocorriam, e contatos preciosos e novas amizades eram feitas.

Durante a festa pudemos ver a Cervejaria em plena operação. A belíssima cozinha com tinas de cobre fumegava durante a brassagem. No piso inferior a engarrafadora cuspia garrafinhas de IPA que eram prontamente abertas e consumidas pela multidão ávida por abrir e consumir uma garrafa recém saída da linha de produção.

No meio da tarde a horda deslocou-se para outro prédio da Colorado onde funcionava depósito e loja. Lá erámos aguardados por um generoso churrasco regado a chopes Colorado, Falke e Bamberg, além de uma antiga pick up Chevrolet cheia de gelo e cervejas artesanais na caçamba. À vontade: era pegar, abrir e beber. E a turma bebeu. O ambiente era ainda animado por rock n' roll ao vivo proporcionado por uma dupla de guitarrista e baterista que improvisadamente alojados entre sacos de malte entoavam clássicos como Credence, Beatles e Stones.

O Cristiam era o explorador oficial da caçamba do Chevrolet. Cada hora ele aparecia com alguma coisa, a mais inusitada uma garrafa enorme de cerveja artesanal baiana chamada Karamuru. Uma festança. Os cervejeiros pareciam mesmo crianças no parque, se pudessem parariam o tempo e estariam lá até agora. Indescritível a emoção, a euforia de viver esse momento.

E novidades foram ventiladas no evento. Tudo indica que haverá outras versões do Brew Day. Além disso, Marco Falcone/Falke, Marcelo Carneiro/Colorado e Alexandre Bazzo/Bamberg estão costurando uma iniciativa conjunta inédita no mundo cervejeiro. Aguardemos!!

De tudo que pude ver, conhecer e aproveitar, destaco a pessoa do Marcelo Carneiro. Ele nos recebeu de portas escancaradas. Distribuiu sorrisos e atenção a todos o tempo inteiro. Dono de uma modéstia desconcertante, recusava o mérito do evento e repetia: são vocês quem fazem a festa. Um sujeito ímpar, despojado e generoso. Como ele, temos entre nós o Marco Falcone e no Brasil inteiro haverá poucos com essa disposição. Não basta a essa gente fazer e vender excelente cerveja. Eles precisam compartilhar o que aprenderam, incentivar outros e ajudar quem está começando. São pessoas assim que revolucionam a cerveja brasileira e deixarão seus nomes escritos na história dessa grande mudança.
Brew Day na Cervejaria Colorado - Ribeirão Preto SP - 27.Mar.2010
Imagens por Márcio Rossi

Marcelo Carneiro fala a Fabiana Arreguy sobre sua Cervejaria Colorado e o Brew Day nela promovido

Marco Falcone e Fabiana Arreguy em tour na Cervejaria Colorado no Brew Day - Parte I

Marco Falcone e Fabiana Arreguy em tour na Cervejaria Colorado no Brew Day - Parte II
Página 53 de 100