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Terça, 13 Julho 2010 09:31

Monte Verde II


Monte Verde prestigiada por associados da AcervA Mineira - Imperdível!

Por Fabiana Arreguy

Se todo artista deve ir aonde o povo está, não é diferente com o cervejeiro. Afinal, o que são cervejeiros se não artistas corajosos, criativos e por que não um pouco loucos? Pois foi seguindo essa máxima que no sábado, 10 de julho, cervejeiros caseiros de São Paulo e Minas foram para o meio da rua de Monte Verde mostrar o que sabem fazer: cerveja - e da boa!

O cenário europeu do pequeno distrito no sul de Minas não poderia ser mais perfeito! Frio bem perto de zero, araucárias distribuindo os mais variados tons de verde, rua lotada de gente e bares simpáticos, todos eles com algum tipo de cerveja especial no cardápio... realmente um paraíso.

A idéia partiu da Acerva Paulista, que organizou o evento com verdadeira riqueza de detalhes. Para começar, a cozinha dos cervejeiros chegou a Monte Verde na carroceria da Marta Rocha, a caminhonete ano 1958 emprestada pela microcervejaria Colorado de Ribeirão Preto. E para completar esse show, a caminhonete veio rebocada por um guincho mais que especial: o Penélope Charmosa - todo cor de rosa, comandado por duas mulheres, de salto alto e tudo! Imagine esse desfile pela Avenida Monte Verde, praticamente o coração e o cérebro da cidade. Curiosidade total de turistas e moradores atiçada. O marketing perfeito! Era só a prévia do espetáculo do dia seguinte...

O sábado começou cedo para os bravos cervejeiros. 8 da manhã, 5 graus marcados nos termômetros, e Marta Rocha foi trazida para o centro da Avenida Monte Verde. Ali, em frente ao bar Beija Flor, foi montada a cozinha que funcionaria por todo o dia. A cerveja escolhida para produção: uma brown ale em celebração ao inverno. Idéia do Marcelo Carneiro da Colorado, um dos patrocinadores do evento. Montagem pronta - começa o show! Cervejeiros em ação, os bares em volta foram se enchendo, gente vindo de todos os lados, carros parando para olhar o que estava acontecendo... e o mais emocionante: o rosto de espanto, curiosidade, desconfiança e encantamento no final de todos os que paravam para se inteirar do que acontecia ali.

Para nós, que participávamos de certa forma como agentes daquela ação, foi indescritível a sensação de ver a mais pura e autêntica beer-evangelização acontecendo. Por mais que falemos sobre o mundo vasto mundo da cerveja, mostrar na prática como essa bebida simples, mas tão complexa, passa a existir vale mais do que qualquer palestra ou programa Pão e Cerveja. Bastava ver nos olhos daquelas pessoas...

Para além da brassagem, o clima de inteiração entre os paulistas e mineiros participantes foi outro gol marcado pelos organizadores, em especial o David dos Lamas. Foram muitas as experiências trocadas, muitas piadas contadas, muita cerveja deliciosa degustada e rolou até uma tentativa de ensinar aos paulistas o grito bárbaro do Daniel Dragenvaard - ooooeeee!!!! Bom, mas essa lição não foi muito bem assimilada... vai ter de ser repetida em outra chance, esperamos que ensinada pelo próprio autor...

Depois desse fim de semana especialíssimo, Marco e Ronaldo Falcone, José Bento, Cristiam Rocha e eu, Fabiana ( a comissão mais palhaça já existente), saímos de lá malucos para repetir a experiência em Belo Horizonte. Pensamos até no cenário ideal: Mercado Central.

E então, podemos pensar nessa possibilidade?

Pão e Cerveja para todos!!!!
Terça, 13 Julho 2010 22:26

Monte Verde III

Posso declarar seguramente que o Encontro de Monte Verde, quando a ACervA Paulista invadiu Minas, foi um dos maiores eventos que a cultura cervejeira brasileira já assistiu. Não só pela sensacional confraternização com a qual ficamos todos encantados, não só pela infra-estrutura sensacional conseguida pela ACervA Paulista, que possibilitou um conforto incrível a todos, não só pela bela ação social que permitiu a doação de mais de 60 cobertores de casal à prefeitura, não só pelo magnífico encontro e troca de informações e tecnologia, não só pelo encontro de troca de informações cervejeiras, não só pelo intercâmbio de cervejas e degustações que nos proporcionamos, não só pela intensa convivência entre todos nós presentes, mas sobretudo, pela imensa intensificação que nossa atividade irá atingir após o evento.

Isto foi de verdade, "beer evangelismo". Dezenas de pessoas admiradas em um centro turístico como Monte Verde, vendo cerveja sendo fabricada na rua, acreditando que é possível. Abaixo anexo algumas fotos, ACervaS, foi demais!

Exemplos dos vários pequenos shoppings...

Rua principal...


Vista do alto do Morro Redondo, muito bonito...


Doação de cobertores para a Prefeitura


Brassagem na rua principal


Interesse dos transeuntes!


Preparação para a doação dos cobertores


Zé Bento dando duro!


Mansão da Acerva Paulista, com a Marta Rocha estacionada

Acendimento da lenha, dentro do tambor


As ACervaS reunidas


Para quem não acreditou, o avião que desativou o sistema de telefonia da cidade, caído.


A turma Mineira, no aeroporto


Churrasco final, no chalé dos Falcone, na final da Copa.
Sexta, 16 Julho 2010 17:51

Monte Verde - Bastidores



Depois de tudo que já foi escrito maravilhosamente, pelo David, pela Fabiana e pelo Marco, não sobrou muito o que dizer da festa organizada primorosamente pela Acerva Paulista. Portanto decidí falar da festa por trás da festa.
Não posso deixar de reforçar o coro quando se diz que foi um divisor de águas para a cultura cervejeira e uma "beer evangelização" das mais fantásticas que já vi.
Parabéns ao David, à Colorado e aos Falcone pela bela organização, apoio e brilhante presença na festa.
Vamos aos fatos.
Saímos de BH na quinta, eu e Fabiana, aproximadamente no mesmo horário que o Cristiam saiu de Juiz de Fora. Marco e Ronaldo Falcone já tinham ido pela manhã. Demoramos para conseguir sair da região metropolitana e chegamos à Monte Verde já quase dez horas da noite. Encontramos o pessoal já aportado em um barzinho muito gostoso e com uma seleção excelente de música ao vivo, tocada por uma dupla muito boa.
Comemos um aperetivo gostoso, tomamos umas cervejas, contamos bastante piadas e fomos dormir. Corpo cansado e alma renovada.
A sexta começou com um passeio pelo simpático distrito bem mineiro, mas onde nos sentíamos em São Paulo sempre. Parecia que nós é que estavamos invadindo São Paulo. Várias vezes eu ouvi a expressão "...lá em Minas...".
Depois do almoço, delicioso, degustamos um bocado de "Alegria Alegria" - que é uma deliciosa criação do Cristiam (Profana) - e nos fantasiamos de palhaço para comemorar a felicidade que estavamos sentindo no momento e para chegar de supresa na casa dos Falcone, onde nos divertimos mais um pouco e fizemos o Marco se juntar à palhaçada.









Depois disso, uma visita a uma microcervejaria local, que nos recebeu com música alemã tocada pelos "Irmãos Fuck".


O dia acabou em uma fogueira na deliciosa casa alugada pela Acerva Paulista, com um barril de "Caminho Real" - que foi o apelido que o chope Falke Estrada Real ganhou nessa viagem.

No Sábado tivemos um café da manhã bacana, feito pelo Cristiam, a uma temperatura de cinco

graus, às oito da manhã e fomos para a festa na rua.

Evento fantástico, principalmente pelo encontro entre os cervejeiros e pela integração com as pessoas. Quando se está no meio cervejeiro, parece que se está entre velhos amigos, mesmo tendo conhecido a pessoa naquele momento.

Depois da festa houve um churrasco delicioso na casa da Acerva Paulista e foi mais um evento fantástico de integração e aprendizado sem igual, regado a fantásticas cervejas, muita piada, muita troca de experiências, muita comida e integração.

O David instituiu o brado viking criado, na Acerva Mineira, para ser utilizado em todas as "missas cervejeiras" da Acerva Paulista. Como uma bela e merecida homenagem ao Marco da cultura cervejeira no Brasil. O orgulhosamente mineiro, Marco Falcone!

No domningo levantamos, eu e Fabiana, para ir embora. Passamos na casa da Acerva Paulista para despedir e depois encontramos com os Falcone no aeroporto da cidade, onde desistimos de voltar para BH, convencidos pelo Marco e pela vontade escondida de extender aquele momento delicioso.
Fizemos um churrasco para assistir a final da copa e depois fomos para o Beija-Flor, que é o restaurante em frente onde fizemos a brassagem no dia anterior e que nos deu total apoio.
Lá o Ronaldo ensinou o Fabio (dono do restaurante) a sabrar a Monasterium com o machado que ele tinha lá no restaurante.
Na falta de um sabre ou uma faca mais apropriada, o machado foi um espetáculo à parte.

Finalizamos a noite, Fabiana, Cristiam e eu, às duas da manhã, na sala da casa que alugamos. Tomando cerveja, filosofando e esquentando o corpo na lareira.


Foi uma viagem fantástica e viemos embora na segunda com o gosto de quero mais e a sensação de que tivemos umas férias de 10 dias em 4.
Muito obrigado, Acerva Paulista, principalmente ao David, pela organização desse evento.
Muito obrigado aos associados da Acerva Paulista, ao Cristiam Rocha, à Fabiana Arreguy, ao Marco e Ronaldo Falcone pela maravilhosa convivência.
Muito obrigado a todos que participaram dessa festa maravilhosa pelos momentos incríveis que vivemos nesse fim de semana.


Como disse a Fabiana, agora temos a missão de fazer um evento desses em BH. E vamos fazer. A Acerva Paulista está convidada a invadir Minas a hora que quiser e a estar presente nesse evento.

Pão e Cerveja!
Terça, 20 Julho 2010 11:50

Paladar II



Enviado por Bruno Agostini
19.07.2010

Eu já havia provado, com muita satisfação, algumas cervejas tchecas. Acontece que, em todas as vezes anteriores, acho eu, eram latas. Ou garrafas long neck. O que dá, neste caso, absolutamente no mesmo. Eram ótimas. Mas só agora posso perceber porque o país tem a fama de produzir algumas das melhores cervejas do mundo. Porque é muito diferente provar uma dessas marcas (nesta viagem já experimentei a Gambrinus, a Staropramen, a Urquell, a Budweiser Budvar – por favor, não confunda com a americana) quando servida como chope, direto do barril, num canecão, quase sempre enorme (de 500 ml ou um litro). Nunca provei em toda a vida uma cerveja tão boa. Nem perto disso (nunca visitei a Bélgica, só para constar). É uma bebida leve, com amargor muito presente, mas de maneira sutil, alegre, agradável. É a bebida nacional da República Tcheca. Pudera. Enquanto meio litro pode custar R$ 2, uma água ou Coca-Coca custam mais que isso. Por ser leve, resultado de uma fermentação muito cuidadosa (lenta, com maturação em baixa temperatura), as cervejas tchecas são uma ótima companhia para a cozinha deles, bem encorpada e gordurosa.
Hoje tive um ótimo jantar num restaurante típico aqui em Olomoud, o A Vinný, que serve receitas da região da Morávia. Começamos com um Slivovice, um forte mas delicado licor de ameixas, perfeito para começar os trabalhos. Enquanto ainda restava muito dele no copinho chegou uma linda caneca de Urquell, com aquela espuma densa que, quando some, reaparece, bastando para isso girar o copo algumas vezes (como fazemos quando vamos sentir o perfume de um vinho). A dobradinha aguardente cerveja escoltou um patê de veado com amêndoas e uma compota de cramberry. Delícia. Depois, um goulash, com músculo e lingüiça afogado em farto, espesso e avermelhado molho, servido ao lado de uma espécie de bolinho de batata. Mas tcheca não poderia ser a refeição. E, para encerrar, uma informação importante. Cerveja á pivo. E pivovar são bares de cerveja. Quando estiver por aqui, entre nelas, peça uma velké (que é a caneca grande) e veja se não estou falando a verdade.

A cerveja tcheca é tão boa que me faz esquecer do vinho.

Foto: Bruno Agostini
Domingo, 25 Julho 2010 12:28


Cerveja mais cara do mundo é servida em animais.
Londres, Reino Unido


Uma cerveja escocesa cuja garrafa é feita a partir de animais empalhados está provocando polêmica e revolta entre alguns consumidores. Cada garrafa da cerveja The End of History ("O Fim da História"), feita pela cervejaria BrewDog da cidade escocesa de Fraserburgh, custa a partir de 500 libras (cerca de R$ 1.350).

As garrafas são inseridas em animais empalhados, que servem de embalagem para o produto. Entre os animais usados estão sete mustelídeos, quatro esquilos e uma lebre. A cervejaria alega que todos os animais morreram de causas naturais e não foram caçados.

A BrewDog atraiu críticas de duas entidades escocesas, uma de proteção dos animais e outra de combate ao alcoolismo. A Advocates for Animals diz que a idéia de se usar animais mortos como garrafas é "perversa". "É sem sentido e é completamente negativo usar animais mortos, quando nós gostaríamos de celebrar animais vivos", disse a diretora da Advocates for Animals, Libby Anderson.

"É uma forma errada de se pensar em animais. As pessoas deveriam aprender a respeitar os animais, em vez de usá-los como um truque idiota de marketing. Eu espero que as pessoas não joguem fora 500 libras em algo tão macabro".

Já a Alcohol Focus Scotland, entidade de combate ao alcoolismo, criticou a The End of History, anunciada pela BrewDog como a cerveja com maior teor alcoólico do mundo - 55%. Normalmente, o teor alcoólico de uma cerveja comum varia de 4% a 7%.


Publicado em: 24/07/2010
Domingo, 25 Julho 2010 12:35

Concursos


SP promove o 1º concurso de cerveja caseira do estado
Bebida é produzida no quintal dos apreciadores e eles criam receitas.Competição ocorre neste fim de semana em microcervejaria de Votorantim.
Carolina Iskandarian Do G1 SP, em Votorantim

Em busca de “boa cerveja” e da possibilidade de tê-la quando quisessem, os engenheiros mecânicos Rudolf Schuetzer e Sérgio Alexandre Freire, ambos com 28 anos, decidiram produzir a bebida no quintal de casa. São os chamados ‘home brewers’. A brincadeira já dura um ano e os dois estão entre os 31 candidatos que participarão neste fim de semana do 1º Concurso Paulista de Cervejas Caseiras, em Votorantim, a 102 km de São Paulo.

A competição, realizada na microcervejaria Bamberg, vai eleger a melhor cerveja artesanal feita em casa no estado. A Barba Bier, criada por hobby, fica no jardim de Schuetzer em Sorocaba, cidade vizinha. O jovem descendente de alemão e o amigo receberam o G1 na tarde de sexta-feira (23), horas antes da prova dos jurados que acontece neste sábado (24). Com o caneco na mão, Schuetzer brincou: “Não sei se a gente vai ganhar não”. E Freire emendou: “Estou mais empolgado com o evento do que em ganhar. O legal é juntar todo mundo, divulgar a cultura cervejeira”. Eles contam que investiram R$ 700 na Barba Bier, como chamam a “fábrica” onde se divertem fazendo cerveja para os amigos.

De cada processo, saem 20 litros e Schuetzer revela que a bebida só fica pronta mesmo em um mês. Tudo ali é simples. “A gente matura a cerveja na geladeira”, diz Freire. A produção começa em panelas de alumínio e o líquido descasa em recipientes de plástico, como se fossem pequenos tonéis. Além disso, os dois precisam do moedor do malte e da prensa da tampinha. Eles querem impressionar os jurados fazendo uma cerveja sem tanta ousadia. “A gente gosta de seguir a lei da pureza. O que fizemos de diferente foi importar da Inglaterra o lúpulo e o fermento”, revela Schuetzer. Esse mandamento dos cervejeiros diz que a iguaria deve levar apenas água, malte, lúpulo e fermento. “São os ingredientes básicos e 99% dos cervejeiros caseiros fazem assim. Só que a variedade de malte e fermento é enorme”, explica Afonso Fraga Landini, um dos jurados do evento.
A prova

A degustação que vai definir o melhor mestre cervejeiro caseiro é neste sábado. No domingo (25), acontece a premiação. “Quem ganhar vai poder produzir 800 litros (2.500 long necks) da própria cerveja aqui na Bamberg”, diz Alexandre Bazzo, de 34 anos, dono da microcervejaria criada por ele e dois irmãos em 2005.

Para garantir a isenção na escolha do vencedor, Bazzo guarda o número dos inscritos como se fosse a receita mais secreta de uma nova cerveja. “Só eu sei”, brinca. Os jurados degustarão a bebida sem saber quem a produziu. E na ficha com os quesitos consta a identificação numeral do candidato. “Levamos em conta a aparência, o aroma, o sabor, a sensação na boca, vemos se é encorpada”, cita Marco Falcone, também jurado e dono da microcervejaria Falke Bier, de Minas Gerais. De acordo com ele, o mercado das cervejas artesanais no Brasil está crescendo, entre outros fatores, porque “o consumidor brasileiro está mais exigente”, quer qualidade. “Com esse tipo de evento (o concurso), incentivamos a fazer a cerveja em casa”, conta Falcone. De acordo com ele, ainda falta muito para os empresários do ramo abocanharem uma fatia maior desse mercado no país. “Produzimos por ano 14 bilhões de litros. Só 0,3% disso é de cerveja artesanal.”

Para os especialistas, um dos grandes diferenciais da bebida artesanal é que ela é feita com matéria-prima mais nobre, como o puro malte ou o malte defumado. “Na indústria, eles usam cereais não maltados, como o arroz e o milho, para baratear.” O preço da cerveja artesanal ainda não é um atrativo, podendo variar de R$10 a R$ 120. Ou mais. Mestre cervejeira com formação no exterior, Cilene Saorin também foi convidada para ser jurada. Apesar de gostar “de todas” as cervejas, ela é uma das que defendem a ousadia do ‘home brewer’. Para isso, surgem misturas um tanto peculiares, como a bebida que leva gengibre, coentro, alcaçuz, curaçao (casca da laranja azeda) e até pimenta. “Eles não têm o propósito de fazer dinheiro. É puro hobby. Enquanto ‘home brewer’ e entusiastas, eles movimentam a sua comunidade, são formadores de opinião e isso é extremamente importante", diz Cilene. À medida em que leem mais e pesquisam sobre o assunto, os produtores de cerveja caseira ficam com o paladar apurado e um tanto exigentes. “Eu não mais consigo beber a cerveja comum”, afirma Rudolf Schuetzer. Se ele pensa em tornar a Barba Bier um negócio sério? “Não. Isso é um hobby. É bem mais divertido do que trabalhar (com cerveja).”

24/07/2010 14h01 - Atualizado em 24/07/2010 14h01
Foto: Carolina Iskandarian
Segunda, 05 Julho 2010 10:55

Projetos de Design


Designer de Interiores apresenta projeto de Loja de Cervejas para a Faculdade INAP

A formanda em Design de Interiores do INAP, Karita Nogueira, desenvolveu em seu projeto interdisciplinar de conclusão de curso de Design de Interiores uma loja de cervejas especiais. O projeto demandado pelo corpo de professores daquela faculdade, selecionou uma loja específica do shopping Diamond Mall - a atual Tool Box, para que fosse desenvolvidos os trabalhos.

O projeto consistiu na elaboração de um conceito e inspiração; briefing destacando o perfil do cliente, o mercado de cervejas no Brasil, análise orçamentária e objetivo do negócio, a profissão do beer sommelier, os 5 sentidos e um memorial descritivo de móveis e objetos. Adicionalmente, layouts em AutoCAD, croquis e perspectivas em corel foram projetados em uma apresentação técnica.

O trabalho demandou 6 meses de pesquisas, visitas a loja e entrevistas com estudandes da cultura cervejeira além da ajuda de colegas e professores. A inspiração do trabalho foi as tabernas e um caminhão-truck da Backer fez parte do hall de entrada da loja. "Desenvolvi dentro da loja, um espaço institucional para que os clientes pudessem degustar e estudar sobre a cultura cervejeira. Acreditei que seria importante o cliente saber o que ele está comprando", disse Karita.

O projeto apresentou estandes em madeira de demolição, iluminação específica com cálculo luminotécnico para manter a qualidade das cervejas e plotagem nas paredes que mais parecem tijolos a vista. Para o auto-serviço ficar completo, geladeiras de médio porte foram instaladas para que o cliente pudesse levar cervejas geladas para casa. "Com base nesta experiência, sinto apta a auxliar cervejeiros e lojistas a elaborar melhor seus projetos comerciais", enfatiza Karita.

A seguir apresenta-se algumas perspectivas do projeto.

Caixa


Vista do fundo da loja


Vista de frente da loja

Terça, 06 Julho 2010 12:54

Micro Cervejarias



Setor de microcervejarias cresce no Brasil
Mudança do perfil demográfico da população e maior poder aquisitivo devem aumentar participação do segmento no mercado
Da Agência Brasil de Notícias


O setor cervejeiro nacional mostra tendência de expansão este ano, com destaque para o segmento das microcervejarias e das cervejarias artesanais. A avaliação foi feita à Agência Brasil pelo coordenador da Área de Educação do Centro de Tecnologia de Alimentos e Bebidas (CTS) de Vassouras (RJ), do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), José Gonçalves. As projeções indicam que as microcervejarias e as cervejarias artesanais poderão, a longo prazo, deter 10% do mercado de cervejas no país. Hoje, a participação desse segmento oscila entre 2% e 3%. O superintendente-geral do centro de Vassouras, Imar Araújo de Oliveira, afirmou que o consumo nacional de cerveja é crescente, tendo em vista não só o aumento demográfico, mas também a mudança do perfil da população. Com o declínio da faixa de natalidade, os adultos de 20 a 40 anos estão se tornando predominantes na população e essa é a faixa que mais consome cerveja. “O Brasil está sendo beneficiado por esse aspecto e pelo crescimento da população. A tendência é o aumento do consumo”, afirmou.

Outro fenômeno observado pelo superintendente é que paralelamente à expansão do consumo das cervejas mais populares, o aumento do poder aquisitivo das pessoas eleva a procura por marcas especiais. Com isso, o mercado de cervejas premium, de sabor mais apurado e valor mais alto, se amplia para atender a esses novos consumidores. “As empresas pequenas que investem nesse nicho de mercado estão crescendo. E também as grandes cervejarias estão investindo em novas marcas e produtos para atender ao público mais seleto”, disse Oliveira. José Gonçalves explicou que o Brasil, por não ter uma cultura cervejeira própria, tem o mercado dominado pelo tipo pilsen, leve, mais clara e de médio teor alcoólico. “Em termos mundiais, entretanto, há centenas de tipos de cerveja”. Na Bélgica, por exemplo, que tem uma cultura cervejeira estabelecida, existem mais de 300 tipos de cervejas, citou.

O setor cervejeiro nacional emprega cerca de 50 mil pessoas, entre empregos diretos e indiretos. Algumas matérias-primas já começam a ser produzidas no Brasil, como o malte. Gonçalves revelou que atualmente 30% do malte usado pela indústria cervejeira brasileira já são nacionais. Já o lúpulo é cem por cento importado. O clima brasileiro não é adequado a essa planta, segundo os técnicos do CTS/Senai de Vassouras. Em relação à água, existe em abundância no país. Quanto à levedura de cerveja, necessária ao processo de fermentação da bebida, o componente é comprado de bancos alemães, belgas e americanos.
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